quinta-feira, 3 de março de 2011

The Bell Jar - Sylvia Plath


Sinopse: "Escrito em 1961, dois anos antes do suicídio de Sylvia Plath, The Bell Jar (A Redoma de Vidro) traz como personagem central Esther Greenwood, alter ego ficcional de Plath. É fácil reconhecer Plath nas atitudes, dúvidas e neuroses da personagem. Esther é uma jovem provinciana, aluna brilhante de uma universidade do interior que um dia tira a sorte grande e parte para um estágio em uma das mais glamourosas revistas femininas de Nova York. Mas Esther, que em um primeiro momento mostra-se uma mulher segura e ponderada em meio a um grupo de mulheres fúteis, não resiste ao jogo de vaidades e ao mundanismo do seu grupo. O que poderia ser um mundo de oportunidades torna-se uma prisão opressora. Aos poucos, outros aspectos sombrios de sua vida vão sendo desvelados: o frágil relacionamento com a mãe, a figura inexpressiva do pai e o relacionamento mal resolvido com Buddy Willard, exemplo de um tipo de cretino vaidoso muito comum nos Estados Unidos dos anos 50, que Plath — que sofreu indignidades cruéis nas mãos dos homens — construiu com ironia e desprezo cortantes.

Indecisa sobre seu futuro profissional e assombrada pelos fantasmas do passado, Esther vê a volta para casa como a única solução viável. E é lá, rodeada pela mãe de atitudes burocráticas e um ambiente social pouco afetivo, que Esther chega ao limite e tenta se matar. A partir daí, acompanhamos seu calvário por diversos hospitais psiquiátricos, as sessões de eletrochoque e as crises de insanidade que em muitos momentos — o que é mais assustador — beiram a lucidez.

A Redoma de Vidro é o único romance do legado literário de Plath, formado por uma obra poética que inclui livros como Colossus e Ariel. The Collected Poems, editado por seu ex-marido, o escritor inglês Ted Hughes, foi o ganhador do Prêmio Pulitzer de 1982." (Sinopse retirada do site da Editora Record)

Fiz um post sobre a vida e obra de Sylvia Plath no dia do aniversario da morte dela; para ler eh so clicar aqui . Nao foi muito facil ler esse livro, porque li em ingles e eh um livro que precisa ser lido aos poucos, sem pressa, para entender todas as batalhas psicologicas que a personagem trava consigo mesma. Mesmo assim, valeu a pena; eh um livro maravilhoso e da para reconhecer claramente a escritora na protagonista, para quem conhece um pouco da vida tumultuada da poeta. Infelizmente, Sylvia nao teve o final feliz que deu para seu alter ego...
A parte mais angustiante eh quando ela vai para um hospital psiquiatrico, depois de tentar se matar e leva varios eletrochoques como tratamento. Gostei muito do trecho que ela conversa com a mae, depois de sair do hospital e a mae pede para ela agir como se tudo tivesse sido apenas um sonho ruim e ela responde:

"A bad dream. To the person in the bell jar, blank and stopped as a dead baby, the world itself is the bad dream. A bad dream. I remembered everything. (...) Maybe forgetfulness, like a kind snow, should numb and cover them. But they were part of me. They were my landscape."