quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lançamento: O segredo do Gênesis - Tom Knox


“Um thriller excepcional.” – Dallas Morning News
“Um best-seller muito especial.” – Title Magazine
“O livro mais quente da feira literária de Londres.” – Le Monde
 
 
Em vários pontos da Inglaterra, pessoas estão sendo mortas sem motivo aparente e com requintes de crueldade. As mortes seguem técnicas milenares de tortura, que remetem a antigos sacrifícios humanos, a razão para toda esta barbárie é um mistério.

Num recanto distante do Curdistão turco, está uma das mais extraordinárias descobertas da humanidade: Gobekli Tepe, um santuário mais antigo do que Stonehenge e as pirâmides do Egito – e que aparenta ter sido enterrado propositalmente há 10 mil anos. Por quê, ninguém sabe.

O que as terríveis mortes de pessoas têm a ver com a descoberta de Gobekli Tepe? A resolução desse mistério poderá lançar dúvidas sobre o mundo e abalar as crenças sobre as origens do judaísmo, do cristianismo e do islamismo.

Rob Luttrell é um correspondente de guerra que acaba de passar por uma experiência traumatizante em Bagdá. Tudo o que ele quer é voltar à Inglaterra para estar com sua filha. Até que surge no seu caminho Gobekli Tepe: um santuário escavado nas pedras de uma região desértica da Turquia. Uma das mais antigas construções já descobertas na Terra. Uma reportagem imperdível, esperando para ser feita. Lá, os arqueólogos Franz Breitner e Christine Meyer acreditam estar na pista de um dos maiores mistérios da humanidade.

O inspetor Forrester, da Scotland Yard, achava já ter visto de tudo depois de tantos anos na polícia. Mas a série de assassinatos que investiga, de Londres à Ilha de Man, põe toda a sua experiência em xeque. Obra de uma mente brilhante, sofisticada e incrivelmente cruel, os crimes chocam pela bárbarie, que remete a tempos que a humanidade acreditava ter deixado para trás, mas também pela falta de propósito. As vítimas parecem ter morrido meramente por estarem no caminho do assassino, cuja meta real é encontrar alguma coisa. Alguma coisa que pode estar escondida há milênios.

Os caminhos desses personagens se encontrarão na busca pela solução do enigma. Um enigma que ficou guardado por muitos séculos – e por uma boa razão.


Para conhecer mais sobre esse maravilhoso lançamento é só acessar as redes sociais abaixo, onde sempre há uma promoção interessante para participar:


Orkut
Facebook
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Eu estou super ansiosa para ler esse livro; adoro histórias no estilo Dan Brown...
Logo, logo estarão no ar o blog e o booktrailler no You Tube. É só aguardar!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Desafio Literário - Junho (Reserva): A Hora da Estrela - Clarice Lispector

Tema: Escritora Brasileira
Mês: Junho
Livro escolhido: A Hora da Estrela
Autora: Clarice Lispector
Editora: Rocco
Número de páginas: 106

Sinopse: A hora da Estrela é o penúltimo romance e último livro publicado em vida pela escritora Clarice Lispector. O romance narra as desventuras de Macabéa, uma moça sonhadora e ingênua, recém-chegada do Nordeste ao Rio de Janeiro, às voltas com valores e cultura diferentes. Macabéa leva uma vida simples e sem grandes emoções, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. Começa a namorar Olímpico de Jesus, que não vê nela chances de ascensão social de qualquer tipo.

O livro é sobre: Possui duas temáticas: é uma obra sobre a vida de uma retirante na cidade grande, mas também uma reflexão sobre o papel do escritor na sociedade moderna.
Clarice adota discurso regionalista em A hora da Estrela, algo incomum em suas obras.  Ela comentou sobre este livro em sua única entrevista televisionada, concedida em fevereiro de 1977 ao reporter Júlio Lerner para a TV Cultura, de São Paulo. Na entrevista, ela menciona que acabara de completar um livro com "treze nomes, treze títulos", embora ela tenha se recusado a citá-los. Ela diz, que o livro é "a história de uma moça, tão pobre que só comia cachorro quente. Mas a história não é isso, é sobre uma inocência pisada, de uma miséria anônima."  Na mesma entrevista, Clarice diz que usou como referência para Macabéa a sua própria infância no nordeste brasileiro, além de uma visita a um aterro onde nordestinos se reuniam em São Cristóvão. Ela diz ter sido neste aterro que ela capturou "o ar meio perdido" do nordestino na cidade do Rio de Janeiro. A novela foi escrita à mão em diversos fragmentos de papel, a partir dos quais Lispector, com a ajuda da sua secretária Olga Borelli, compôs a versão final do romance. O livro foi publicado em 26 de outubro de 1977, pouco antes da autora ingressar no hospital do INPS da Lagoa, no Rio de Janeiro.


Eu escolhi este livro porque: já havia tentado lê-lo há muito tempo atrás e acabei abandonando-o. Dessa vez, tinha certeza que conseguiria, pois já estou mais familiarizada com a leitura de Clarice. Como fiz a lista do Desafio Literário antes de criar o Desafio Clarice Lispector (mais informações aqui ), acabei lendo-o antes de todos os outros da lista feita para este último desafio.

A leitura foi: tranquila. É incrível como faz diferença a época que lemos um livro...imagino que antes, quando tentei lê-lo, não tinha maturidade suficiente para esse tipo de leitura. É um livro profundo; Macabéa nos cativa e não tem como não se envolver com sua história. Achei o final bem triste, apesar de já saber há anos o que acontece com a personagem. O sonho dela era ser atriz e no final, ela consegue sua "Hora da Estrela"...

Curiosidades:  A Hora da Estrela é  talvez o  romance mais famoso de Clarice Lispector, sendo adaptado para o cinema por Suzana Amaral em 1985, com Marcélia Cartaxo (Macabéa), José Dumond (Olímpico) e Fernanda Montenegro (cartomante). O filme ganhou vários prêmios no Festival de Brasília em 1985, inclusive melhor atriz para Marcélia Cartaxo. Aliás, ela é a própria Macabéa, nunca vi melhor escolha para um papel. Gostaria muito de assistir ao filme, parece ser bem fiel à obra.

Trailler:



Outra curiosidade: Clarice Lispector é judia, mas isto nunca transpareceu em nenhuma de suas obras. A exceção é a utilização neste livro, do nome Macabéa, referente ao macabeus. (Macabeu é o nome de uma família judaica; Judas Macabeu e seus irmãos desafiaram as ordens de um rei estrangeiro que profanou o  Templo de Jerusalém, ordenou aos judeus que adorassem falsos deuses e tentou destruir os que resistiram.)


Fontes da pesquisa: Wikipedia e a biografia Clarice, de Benjamin Moser.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Última Música - Nicholas Sparks


A vida era bem parecida com uma música. No começo, há mistério, e no final, confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena.

Sinopse


Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virada de cabeça para baixo, quando seus pais se divorciam e seu pai decide ir morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. Três anos depois, ela continua magoada e distante dos pais, particularmente do pai. Entretanto, sua mãe decide que seria melhor os filhos passarem as férias de verão com ele na Carolina do Norte.

O pai de Ronnie, pianista e ex-professor, vive uma vida tranquila na cidade de praia, imerso na criação de um vitral para a igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando ela conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e conforme vai baixando a guarda, começa a se apaixonar profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade - e dor - jamais sentida.

Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão - o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão - A Última Música demomonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.

Mais uma vez, Nicholas Sparks nos emociona com uma história maravilhosa sobre relacionamentos entre pais e filhos, sobre amor, perdão, reconciliação consigo mesmo, com a família e com Deus. Vou confessar que no início fiquei um pouquinho irritada com o comportamento da "aborrescente" Ronnie...ah, se minha filha falasse e agisse comigo do jeito que ela fazia com os pais...principalmente com o pai. Conforme fui conhecendo sua história, deu para entender um pouco o porquê do seu modo de agir, apesar de não concordar muito com seu jeito de lidar com os problemas.

Esse se tornou meu segundo livro preferido de Sparks (o primeiro é The Notebook) e dessa vez ele voltou à sua marca registrada, uma surpresinha triste do meio para o fim da história...é claro que não vou contar para não estragar o suspense. Realmente me emocionei em todo o livro, mas o final foi de matar...rs..

E o filme inspirado no livro já está nos cinemas...trailler:

 Não gosto de ver o filme antes de ler o livro, gosto de imaginar os personagens e por ter visto o trailler antes não teve jeito: a Ronnie da minha imaginação era a Hannah Montana...rs

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um Hotel na Esquina do Tempo - Jamie Ford


"Um romance atualíssimo sobre o estrago causado pela guerra. Por todas as guerras. (Garth Stein)

Sinopse:
Ambientado nos Estados Unidos, em uma época que o mundo sofria as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, 'Um hotel na esquina do tempo' é um romance sobre compromisso e esperança. O poder da generosidade e do perdão mostra que o amor pode vencer qualquer obstáculo.

De família chinesa tradicional, Henry Lee viveu os anos 40 numa mistura de confusão e euforia, quando seu pai, obcecado com a guerra na China, decidiu criá-lo como norte-americano. Bolsista em uma escola onde era o único estrangeiro e por isso sofria muito preconceito, ele conhece Keiko Okabe, uma jovem nipo-americana. Em meio ao caos dos cortes de energia, dos toques de recolher e das batidas do FBI, os dois criaram um vínculo de amizade - e de amor inocente - que transcendia os preconceitos de longa data entre seus ancestrais do Oriente.

Esse livro me chamou atenção primeiramente pelo título; achei lindo e extremamente poético. Lendo a resenha, fiquei ainda mais interessada. E não me arrependi. A história é maravilhosa e emocionante. Gosto muito de romances onde os protagonistas lutam contra preconceitos, seja de raça, classe social, idade, etc.
Henry sofre preconceito por todos os lados; os garotos chineses o chamam de "diabo branco", ofensa dirigida aos brancos, já que seu pai tenta inseri-lo na cultura americana colocando-o para estudar em uma escola tradicional americana. Por outro lado, o faz usar um button dizendo "sou chinês", para diferenciá-lo dos tão odiados japoneses, que na época lutavam ao lado dos alemães na guerra e também atacavam a China.

No meio disso tudo, Henry fica sem saber a que mundo pertence. É quando conhece Keiko, que é americana mas de origem japonesa e também sofre preconceito como ele. A amizade nasce e cresce em meio às turbulências; Henry tem muito medo que seus pais descubram, eles jamais permitiriam essa amizade. Quando a família de Keiko é mandada para um campo de confinamento, ele faz de tudo para visitá-los e pela primeira vez enfrenta seus pais. Promete que irá manter contato e que irá esperá-la, mesmo que a guerra demore para terminar. Infelizmente, eles acabam se distanciando, mas ele nunca a esquece totalmente.

No livro, a história começa com Henry já adulto e viúvo e com um filho. No início, sabemos que ele se casou com outra mulher e no decorrer da história, vamos entendendo como tudo ocorreu. O que dá início à busca por Keiko é a reabertura de um famoso hotel, que ficava  na entrada do bairro japonês em Seattle, cidade em que se passa o romance. Com a saída dos japoneses para os campos de trabalhos, eles acabam deixando muito de seus pertences nesse hotel. Henry vasculha os pertences abandonadas à procura de alguma pista deixada pela família Okabe, com a ajuda de seu filho e de sua futura nora.

Fiquei muito comovida com o sofrimento que os japoneses passaram nesse período nos Estados Unidos. Deve ser bem difícil conviver com pessoas cujos países lutam em lados diferentes em uma guerra, mas nada justifica o tratamento dado a eles, além do mais, eram cidadãos norte-americanos e tiveram que deixar uma vida toda para trás para serem prisioneiros dentro de seu próprio país.

Gostei muito do livro, é uma história linda sobre amor, preconceito, relacionamentos complicados entre pais e filhos e, sobretudo, sobre esperança.

"- Não se preocupe, ela acaba voltando. Não perca a fé. Continue escrevendo. Tempo e espaço não são coisas fáceis de lidar, acredite em mim. (...) O relacionamento humano é um negócio difícil, difícil de ser cultivado. Mas não desista. Alguma coisa de bom vai sair daí. No final, acaba dando tudo certo, você vai ver.
- Eu gostaria de ter a  mesma esperança que você - disse Henry.
- Esperança é tudo o que tenho. A esperança faz a gente acordar de manhã."

(Diálogo entre Henry e seu amigo Sheldon, um músico negro, que também sofre preconceitos, um dos personagens mais cativantes do livro).

Sobre o autor: Jamie Ford é bisneto do pioneiro da mineração Min Chung, que em 1865 saiu de Kaiping, na China, para São Franscisco, nos Estados Unidos, onde adotou o nome ocidental "Ford". Criado nos arredores do bairro chinês de Seattle, Jamie Ford vive em Montana com a mulher e os quatro filhos. Seu livro já foi traduzido para 17 línguas e figurou nas principais listas de best-sellers dos Estados Unidos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Breve Segunda Vida de Bree Tanner - Stephenie Mayer


Sinopse: "Pela primeira vez Stephenie Meyer oferece aos fãs uma nova perspectiva do universo de "Crepúsculo". Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, "Eclipse", somos apresentados ao lado sombrio da saga. Bree vive nas trevas, sedenta por sangue. Não conhece sua verdadeira natureza e não pode confiar nos de sua espécie. Sua breve história acompanha a semana que antecede o confronto definitivo entre os recém-criados e os Cullen - a última semana de sua existência. "

Li várias resenha deste livro em blog literários, acabei ficando curiosa e resolvi lê-lo. Li toda a saga Crepúsculo mas não sou uma super fã, não vou entrar no mérito se Stephenie Mayer sabe ou não escrever; para mim, leitura também é diversão e eu me diverti muito lendo a série, assim como me diverti nos livros de Harry Potter.

Estou com um pouco de preguiça de escrever sobre esse livro...achei uma leitura bem gostosa, li enquanto minha filha estava na aula de Inglês. Confesso que é um pouco mais assustador do que os outros livros, talvez por não ser narrador por Bella e sim por uma vampira, que descreve com crueza sua recente condição. Só acho que para quem não leu a série, fica um pouco meio sem sentido, é bom saber anteriormente o que aconteceu, descrito de uma maneira mais ampla em Eclipse.

Ah, gostei da capa do livro, achei que teve tudo a ver com o título e com a história.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Os Diários de Carrie - Candace Bushnell



Sinopse: Os Diários de Carrie começa no último ano de Carrie do ensino médio. Ela e seus melhores amigos Walt, Lali, Maggie são inseparáveis. E então Sebastian Kydd entra em cena. Sebastian é um bad boy, intrigante e imprevisível. Carrie está em um relacionamento que ela sempre quis ter na escola, até que a traição de uma amiga a faz questionar tudo. Com seus tempos de colégio chegando ao fim, Carrie vai perceber que chegou finalmente a hora de ir atrás de tudo o que ela sempre quis.
Os fãs de Carrie vão aprender sobre seus antecedentes familiares – como ela encontrou seu talento para a escrita, e a impressão que suas amizades e relacionamentos deixaram sobre ela.

Bom, para dizer o que achei desse livro vou fazer uma pequena introdução:

Muita gente lê meu blog, se admira com a quantidade de livros que leio por mês e supõe que não faço mais nada além de ler o tempo todo...au contraire, tenho outros vícios, como assistir à séries...aliás, este ano, tive que parar de seguir algumas porque não estava dando conta de assistir todas...gosto de todo tipo: comédia (adoro The Big Bang Theory e Two and a Half Men), ficção (ainda fico triste por Lost ter acabado), policiais (todos os CSIs e Criminal Minds), médicas (House, Grey's Anatomy e o falecido E.R.) e muitas outras. Toda essa falação só para dizer que amo Sex and The City...assisti quando passou, até o final, assisti várias vezes os DVDs (tenho todas as temporadas) e assisto as reprises até hoje na TV.

Podem falar mal, as feministas podem dizer o que quiserem...nem ligo! Amo Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha...adoro vê-las passeando por NY com aquelas roupas maravilhosas (será que alguém sai mesmo daquele jeito lá???rs) e gastando uma fortuna com sapatos...Então, fiquei super ansiosa para ler esse livro, Os Diários de Carrie, que conta como era a Carrie na adolescência. Não vou falar muito sobre o livro; de modo geral, gostei de ler, a história é até legal, mas...para mim, essa Carrie do livro não tem nada a ver com a do seriado. Sei que todo mundo muda quando cresce, mas sempre permanece a "essência" do que fomos. E eu não acho que a do livro poderia originar a descolada Carrie Bradshaw. Quem sabe, se a autora tivesse cortado metade do romance de Carrie e Sebastian (uma enrolação danada...) e focasse mais na vida dela depois da formatura, o livro teria ficado melhor. Aliás, para mim, a melhor parte foi o final, quando ela conhece a primeira amiga do trio (não vou contar quem é, mas para mim foi uma boa surpresa saber quem foi).

Enfim...resumindo, gostei do livro, mas como fã da Carrie do seriado, deixou a desejar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Voltamos com a programação normal....

Bom...acabaram minhas provas (espero que não precise fazer nenhuma outra mais) e a reforma na minha casa está quase no fim, pelo menos já consigo dormir no meu quarto...então já posso voltar a me dedicar ao blog e às minhas leituras, que estão totalmente atrasadas. Vou fazendo os posts sobre os livros que li nesse período aos poucos. Aproveito para apresentar meu mascote literário:



Estava doida para ter um desses, desde que fiz este post . É muito fofo, não? Na loja que comprei, tinha miniaturas de vários artistas, como Tom Jobim, Vinícius de Morais, Elis Regina...mas de escritores só tinha Jorge Amado, José Saramago (muito bonitinho também) e esse do Monteiro Lobato, que escolhi porque foi o escritor que me iniciou no maravilhoso mundo da leitura.



E vamos participar do sorteio do livro "A Mão Esquerda de Deus"..cadê o povo?? Ninguém quer ganhar esse livro? Tão poucas inscrições...quem quiser  participar (e divulgar também) é só clicar aqui .

Outra novidade: quem já participa do Skoob pode perceber que o site está cheio de mudanças e uma delas é que podemos criar grupos, como comunidades do Orkut. Eu criei dois grupos, o do blog e um da Clarice Lispector . Quem quiser participar, é só se inscrever.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago



(UOL Notícias - 09:15h)

"Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Saramago ganhou o Prêmio Nobel da Literatura em 1998. A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na residência dele em Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila". Nos últimos anos, o escritor foi hospitalizado várias vezes, principalmente devido a problemas respiratórios


O escritor nasceu em 1922, em Azinhaga, aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses. Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção numa editora.

Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias. Acuado pela ditadura de Salazar, a partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, visto hoje como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias (Espanha), onde viveu até hoje. Foi ele o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998.


Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7). O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008."

É uma grande perda para literatura portuguesa e mundial. Enrosquei em uma leitura de um livro dele certa vez (Memorial do Convento), mas reconheço que era um grande escritor. Gosto muito de "Ensaio sobre a Cegueira" e ainda quero ler muitos outros livros escritos por ele.


"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
José Saramago

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

Blog: http://caderno.josesaramago.org/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Lançamento: Destino: Inferno - Lee Child


“O implacável Jack Reacher acaba com seus inimigos como um Arnold Schwarzenegger teleguiado a laser. Já é possível imaginar Russel Crowe correndo atrás desse papel no cinema.” (The Times)


Sinopse


Muita aventura, com doses extras de adrenalina e um final de tirar o fôlego. Essa é foi a receita criada Lee Child no seu novo lançamento no Brasil: o livro "Destino: Inferno", publicado pela Editora Bertrand Brasil. Este é o terceiro livro lançado no país com o protagonista Jack Reacher, um norte-americano durão, formado na Academia Militar de West Point, ex-capitão da Polícia do Exército e que, atualmente, roda pelos EUA lutando contra bandidos, sem residência fixa, documentos ou vínculo com qualquer pessoa.


Cenário: Uma rua movimentada de Chicago, na ofuscante luz do meio-dia. Jack Reacher está simplesmente passeando. Holly Johnson, jovem atraente e atlética, carregando cabides, atrapalhada com seu par de muletas, está obviamente precisando de uma mãozinha. É claro que ele para a fim de oferecer ajuda à pobre moça. Mas o que Reacher encontra é uma arma apontada diretamente para sua barriga. Agora, os dois terão que que se unir e confiar um no outro para enfrentar o inferno que os aguarda. E, reféns de um grupo de milicianos, precisarão sobreviver ao mais terrível pesadelo de suas vidas. Será que a forte coragem de Jack Reacher dará conta do inferno que está por vir?

Lee Child escreve de maneira clara, direta e dura, assim como é Jack Reacher. Sem entrelinhas ou enrolações, cada palavra no livro é um tiro certeiro e imediato. "Destino: Inferno" possui cenas marcadas, com entrada e saídas definidas, cores, iluminação, climax. Desta maneira, o leitor se sente dentro daquele ambiente, como se estivesse acompanhando Jack Reacher durante a sua intensa aventura. Os capítulos apresentam ligações perfeitas, que servem como boas (e necessárias!) pausas, para que o leitor recupere o fôlego e continue a leitura.

A Editora Bertrand também está com uma ação nas mídias sociais onde o General Garber, militar responsável pelo treinamento e comando do herói Jack Reacher na época em que ele ainda fazia parte da Academia Militar, o apresenta para o mundo digital. Você pode se atualizar sobre a vida de Jack Reacher e participar de promoções no Twitter . Além disso, você pode ser amigo do General Garber no Orkut e no Facebook . Se quiser saber mais detalhes, curiosidades e trocar informações com outros leitores e fãs de Jack Reacher, basta fazer parte da Comunidade Oficial no Orkut e na Página do Facebook .


Conheça também o hotsite do livro.

Não coma poeira... Siga o rastro de Jack Reacher.


Sobre o autor:


Lee Child é o nome artístico de Jim Grant, escritor nascido na Inglaterra, em 1954. Atualmente, ele vive em Nova Iorque. Ao ser demitido em 1995, aos 40 anos de idade, devido a um processo de reestruturação na empresa, decidiu fazer desse episódio uma oportunidade de mudar de vida: mudou-se para os Estados Unidos, gastou seis dólares comprando lápis e papel e começou a escrever thrillers de ação (Child sempre foi um leitor voraz). Todos os seus romances têm como personagem principal o bom de briga Jack Reacher (invejado pelos homens, temido pelos inimigos e desejado pelas mulheres) que vaga pelos Estados Unidos envolvido em situações de risco. Seu primeiro livro, “Dinheiro Sujo” (Killing Floor), ganhou o prêmio Anthony Award por melhor romance de estreia.  O segundo com Jack Reacher foi o livro "Um Tiro". Site do autor: http://www.leechild.com/



Estou super ansiosa para ler esse livro...faz muito tempo que não leio um bom thriller...



Mais um Sorteio!



O blog Quero Morar em uma Livraria em parceria com Núcleo da Ideia e Editora Objetiva estará sorteando o eletrizante livro A Mão Esquerda de Deus, do escritor Paul Hoffman. Já fiz um post sobre este livro aqui .

Regras:
Ser residente no Brasil;
Ser seguidor do blog Quero Morar em uma Livraria;
Deixar um comentário dizendo: "Quero conhecer o Anjo da Morte";
Preencher o  formulário aqui ;
Responder três questões sobre o BookTrailler abaixo:

Duração do sorteio:
Início: 17/06/2010
Final: até a meia-noite do dia 30/06/2010
O resultado será divulgado dia 01/07/2010; o (a) vencedor (a) será avisado por e-mail e terá três dias para entrar em contato.

Para quem estava acompanhando a história em quadrinhos sobre o livro, clique aqui para ver o segundo quadrinho.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sumiço...



Gente..estou meio sumida esses dias do blog por vários motivos...semana passada tive prova e essa semana tenho novamente, ainda mais difícil do que a passada.

Também estou reformando a casa, está tudo de pernas para o ar! Quase tive um infarto quando vi que os pintores não cobriram os meus livros antes de começarem a pintar a sala...ficou tudo coberto de poeira!!! Me segura senão eu mato um...rs...mas felizmente, nada de mais grave ocorreu.

E agora, com os jogos do Brasil, minha filha será dispensada da escola...por isso estou sem tempo para escrever. Mas tenho vários posts para escrever e....aguardem mais um sorteio!


sábado, 12 de junho de 2010

Feliz Dia dos Namorados

Uma pequena homenagem para todos os namorados (é também para quem não tem namorado mas curte poesia):



(Não sei onde achei essa imagem.)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

1 Goal: Education for All (Uma Meta: Educação para Todos)


Assistindo a abertura da Copa do Mundo, tomei conhecimento da maravilhosa campanha - 1 Goal: Education for All (1 Gol: Educação para Todos). O que é isso? É uma parceria entre a CGE (Campanha Global pela Educação) e a FIFA (Federação Internacional de Futebol) para divulgar mensagens no sentido de pressionar governos de todo o mundo a cumprirem as metas do Tratado Educação para Todos, garantindo que todas as crianças do planeta tenham acesso à educação de qualidade até 2015. O Tratado Educação para Todos é um compromisso internacional, assumido por 166 países e constituído por seis metas, no qual os líderes mundiais se comprometeram a garantir educação pública de qualidade para todas as crianças, jovens e adultos até 2015.



As metas do Educação para Todos são:

1.Expandir e aprimorar a educação e os cuidados com a primeira infância, especialmente para as crianças mais vulneráveis e desfavorecidas.

2.Garantir que em 2015 todas as crianças, especialmente meninas, crianças em situações de vulnerabilidade e pertencentes a minorias étnicas, tenham acesso a uma educação primária de boa qualidade, gratuita e obrigatória, além da oportunidade de completá-la de maneira satisfatória.

3.Assegurar que as necessidades de aprendizagem de todos os jovens e adultos sejam satisfeitas mediante o acesso eqüitativo à aprendizagem apropriada e a programas de capacitação para a vida.

4.Atingir, em 2015, 50% de melhoria nos níveis de alfabetização de adultos, especialmente para as mulheres, e igualdade de acesso à educação fundamental e permanente para todos os adultos.

5.Eliminar, até 2005, as disparidades existentes entre os gêneros na educação primária e secundária e, até 2015, atingir a igualdade de gêneros na educação, concentrando esforços para garantir que as meninas tenham pleno acesso, em igualdade de condições, à educação fundamental de boa qualidade e que consigam completá-la.

6.Melhorar todos os aspectos da qualidade da educação e assegurar a excelência de todos, de modo que resultados de aprendizagem reconhecidos e mensuráveis sejam alcançados por todos, especialmente em alfabetização, cálculo e habilidades essenciais para a vida.

Inspirada na paixão pelo futebol que atrairá milhões de olhares para a Copa do Mundo 2010, na África do Sul, a idéia da iniciativa 1GOL: Educação para Todos é atrair a atenção internacional para a necessidade de uma educação de qualidade em todos os países. As ações do 1GOL continuarão a ser desenvolvidas no mundo todo depois do término da Copa de 2010. No Brasil, o 1GOL deve se estender até a Copa de 2014, já que nosso país será a sede do mundial.
 
Pode parecer uma utopia, mas é uma iniciativa maravilhosa; afinal, a educação é a base de tudo. Já entrei no time 1Gol, que tal você se juntar a nós? É só clicar aqui: 1Gol


quarta-feira, 9 de junho de 2010

No Mundo dos Livros - José Mindlin


Sinopse:

"Sempre que, no Brasil, se fala em grandes amantes dos livros, responsáveis pela manutenção da memória da edição no país, José Mindlin é o primeiro nome a ser lembrado. E essa reverência tem fortes motivos. Dono de um acervo de aproximadamente 38 mil obras, formado ao longo de uma vida de paixão por livros, Mindlin não é um simples colecionador. Para ele, não se trata do valor de mercado de cada exemplar, mas de sua importância para a humanidade.

Depois de tantos anos de amor aos livros e à literatura, em que, além de leitor, foi amigo de grandes escritores brasileiros do século XX, como Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Pedro Nava e Guilherme de Almeida, o que tem para nos contar sobre os exemplares que povoam suas estantes, cada qual carregando uma lembrança? Em No mundo dos livros, enquanto expõe sua visão profunda sobre a importância da leitura e sua análise apaixonada de clássicos que lhe marcaram a vida, Mindlin ensina algo que não pode ser aprendido na escola. Aprendemos com ele que o amor pelos livros e pela literatura se constrói pelo exercício de escolher o que se lê e como se lê, criando uma outra biblioteca, que não é física, mas interior, construída pela relação afetiva com títulos, personagens, autores. No mundo dos livros é um presente de Mindlin ao leitor: ele abre as portas de sua biblioteca íntima e convida cada um a criar a sua."


Sou muito fã de José Mindlin, já fiz vários posts sobre ele. Há muito tempo quero ler "Uma vida entre livros", mas sempre acho muito caro para comprar. Esses dias, achei esse (No mundo dos livros) em promoção e resolvi comprar. É um livro bem curtinho, 103 páginas, mas uma delícia de ler. Li num instante, numa manhã em que esperava minha filha acordar. Está dividido em seis curtos capítulos: A importância da leitura, Mundo da leitura, Algumas obras de não-ficção, Começo da biblioteca, Garimpagem e Leitura variada.

Foi muito bom eu ter lido esse livro logo após "Frenesi Polissilábico" pois um complementou o outro. Mindlin também fala sobre a "obrigatoriedade" da leitura de livros ditos "sérios": "Reconheço e proclamo a importância dos livros chamados "sérios", mas sua leitura não deve ser considerada uma obrigação. (...) A seleção vem com o tempo; o importante é que as pessoas adquiram o hábito da leitura."

Ele escreve de uma forma tão descontraída que parece mais um bate-papo com o leitor. O segundo capítulo é sobre como descobriu o mundo da leitura, os primeiros livros que leu, como despertar o interesse nas pessoas pelos livros..."De um modo geral, a característica de um livro que atraia os que estão se iniciando é que, com seu conteúdo, ele prenda a atenção do leitor e lhe dê prazer." (novamente semelhante à opinião de Hornby em Frenesi).

O capítulo sobre como ele iniciou a sua maravilhosa biblioteca é muito interessante; começou a frequentar sebos em São Paulo com 13 anos, comprando primeiramente livros que o atraíam como leitor, sem a intenção de formar uma biblioteca. Em "Leituras Variadas" fala sobre livros que leu e que marcaram sua vida; é uma lista bem variada, desde os gregos até literatura brasileira. E termina o livro assim:

"Espero que esta prosa tenha interessado tanto a você, leitor 'privilegiado', que já faz parte do mundo da leitura, como também tenha agradado a você, caro leitor iniciante, que ainda não teve a oportunidade de penetrar no mundo encantado dos livros e da leitura, que, como já disse, é vasto, mas encantado: um mundo de sabedoria, de prazer e de liberdade. Espero que nos encontremos lá, em outra conversa."

Sobre o autor:
 
José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo, em 1914. Formou-se em direito pela Universidade de São Paulo e chegou a trabalhar num escritório que tinha entre seus clientes o escritor Monteiro Lobato e o historiador Caio Prado Jr., na época acusados de comunistas. Trabalhou ainda como jornalista no Estado de S. Paulo e montou a Metal Leve, que se tornou uma das maiores empresas no setor de peças automotivas no Brasil. Durante todo esse tempo, dedicou-se a sua maior paixão: os livros.


Foi eleito em 1999 para a Academia Paulista de Letras e em 2006 para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 29. Publicou Reinações de José Mindlin e Uma vida entre livros .
 
Achei um video de José Mindlin falando um pouco sobre sua paixão por livros, sua vida, seu casamento e a criação da Biblioteca Brasiliana, doada à USP. Que coisa mais linda  esse desprendimento que ele teve ao doar uma coleção iniciada em 1927...sobre isso, ele diz: "A gente passa, os livros ficam."
 
 
(Fonte da pesquisa: site http://www.nomundodoslivros.com.br/)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Desafio Literário - Junho: Invenção e Memória - Lygia Fagundes Telles

Tema: Escritora Brasileira
Mês: Junho
Livro escolhido: Invenção e Memória
Autora: Lygia Fagundes Telles
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 128


Sinopse: Invenção e Memória é uma coletânea de 15 contos inéditos de Lygia Fagundes Telles. A escritora mostra com seus personagens a gama de sentimentos que a chamada vida moderna provoca em cada um de nós. Uma tensão interiorizada permeia o texto, onde conflitos subjetivos são levados no ritmo da observação e da memória. Narradora intimista, com sua linguagem límpida e nervosa ela evoca cenas e estados de espírito da infância e da adolescência, alguns tristes e amargos, outros impregnados de humor sutil e fina ironia. Há, sim, morte, escuridão, solidão e loucura. Mas também bastante romantismo, crítica social e, principalmente, esperança.

O livro é sobre: O título explica bem os temas do livro: Invenção - histórias inventadas, imaginadas (como: um baile de faculdade em São Paulo quase no final da Segunda Guerra Mundial; um galo que se deixa morrer de fome depois que seu amigo peru é sacrificado para uma ceia; as relações equívocas entre um velho e um garoto vistos num restaurante; um vampiro norueguês que atravessa os séculos em busca de sua amada, uma índia brasileira) e Memória - relatos autobiográficos (como:  "Heffman", lembrança da breve experiência de Lygia no teatro amador paulistano, ou "Rua Sabará, 400", evocação do dia a dia da autora com seu companheiro Paulo Emílio quando os dois escreviam juntos o roteiro de um filme baseado em Dom Casmurro). Há ainda os contos em que a dimensão da memória parece se desdobrar na da fantasia, como em "A chave na porta", em que o encontro da narradora com um velho amigo acaba por ensejar uma história de fantasma.



Eu escolhi este livro porque: Gosto muito de Lygia Fagundes Telles; leio seus livros desde a adolescência. Gosto de seus contos que sempre têm um toque de mistério, de literatura fantástica. Adoro também seus romances, como Ciranda de Pedra e As Meninas.

A leitura foi: Uma delícia...o livro é bem curtinho; dá para ler super rápido e fica um gosto de "quero mais"...

Curiosidade:

Em novembro do ano passado, fiz um post sobre um programa que passou no canal SescTV sobre a vida de Lygia. Muito do que ela contou sobre sua vida está nesse livro.

Ah, linda a capa do livro..a Companhia das Letras relançou as obras de Lygia com um novo projeto gráfico..todas são maravilhosas!

Sobre a autora:


Nasceu e vive em São Paulo. Considerada pela crítica uma das mais importantes escritoras brasileiras, publicou ainda na adolescência o seu primeiro livro de contos, Porão e sobrado (1938). Estudou Direito e Educação Física antes de se dedicar exclusivamente à literatura. Foi eleita para a Academia Brasileira de Letras em 1985 e em 2005 recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura de língua portuguesa. (Fonte: Site da editora Companhia das Letras)

domingo, 6 de junho de 2010

O mundo de Harry Potter é recriado em Orlando








Um castelo com ares medievais e altura equivalente à de um edifício de trinta andares desponta na paisagem de Orlando, nos Estados Unidos.Trata-se da mais nova e ambiciosa atração da cidade — a meca dos parques temáticos —, com inauguração marcada para o próximo dia 18. O castelo será o ponto alto do aguardado parque Harry Potter, inspirado no personagem-bruxo criado pela inglesa J.K. Rowling, que se tornou o maior fenômeno literário infantojuvenil dos últimos tempos e sucesso de bilheteria nos cinemas. O parque possui uma  área de 89 000 metros quadrados na qual foi recriado, com notável riqueza de detalhes, o universo de Potter.


No imponente castelo de Hogwarts, sede da escola de bruxismo frequentada por Potter, o visitante embarca num passeio durante o qual se vê em meio a um jogo de quadribol (espécie de beisebol disputado sobre vassouras), com direito a manobras arrojadas em que a sensação é de quase trombar com uma arquibancada a uma velocidade de 100 quilômetros por hora. São justamente as imagens em 3D em constante e rápido movimento, aliadas a detalhes como a presença de vento e de gotas de água que respingam sobre o rosto ao longo da corrida, que dão a impressão de o carrinho estar tão mais acelerado.A esses efeitos, soma-se o realismo do vilarejo de Hogsmeade, onde, pasme-se, é servida até a tal cerveja amanteigada dos livros de Rowling. Como um refrigerante, seu gosto é uma estranha mescla de guaraná com baunilha.

 







Loja Olivaras: como no filme, a ideia é que a varinha mágica escolha seu dono. O vendedor da loja aciona sensores que fazem prateleiras desabarem ou produzem estrondo de trovões que indicam que determinado modelo não serve. Quando a varinha for uma boa opção, várias luzes são acesas ao mesmo tempo. Cada varinha custa U$ 14.00 na loja.


Vilarejo de Hogsmeade: O ambiente de uma cidade medieval do século XV  é recriado, com telhados pontiagudos, chaminés tortas e espessas colunas de madeira no interior das casas.

O castelo: com 90 metros de altura, foi inspirado no Castelo medieval de Alnwick, na cidade inglesa de Northumberland, locação dos filmes de Harry Potter.

Dentro do castelo:


Telas de cristal líquido com o brilho milimetricamente regulado para evitar qualquer reflexo exibem imagens dos personagens em movimento, produzidos com técnicas de computação gráfica, resultando em um efeito bem realista.


O diretor da escola de Hogwarts parece estar em frente aos visitantes, tal é a perfeição da imagem holográfica. Sobre ela, incide ainda um feixe de luz, que a projeta sobre um vidro justamente inclinado para refleti-la em tamanho natural.



Num interior de estilo gótico, idêntico ao do filme, os protagonistas Harry Potter, Ron e Hermione vêm a público pela mesma técnica holográfica.

Deve ser lindo demais...quem for para a Disney em julho já pode mergulhar no maravilhoso mundo de Harry Potter. Eu quero ir!!!

(Reportagem publicada na revista Veja deste final de semana)

sábado, 5 de junho de 2010

Frenesi Polissilábico - Nick Hornby



Sinopse

Assistir a programas de televisão, shows e competições esportivas muitas vezes pode trazer um prazer inenarrável, e acabar por substituir, sem culpa e hipocrisia, a leitura de um bom livro? A compulsão por comprar livros pode abarrotar o apartamento... e só? Afinal, com que velocidade pode-se ler tanto em tão pouco tempo? E a chegada de um bebê pode atrapalhar o exercício da leitura? Não para o britânico Nick Hornby, para quem a leitura vence qualquer grande batalha. Se houvesse uma luto de boxe entre a literatura e qualquer outra forma de arte, ele não hesitaria em apontar o vencedor. O autor torce por seus escritores prediletos com o mesmo entusiasmo com que vibra pelo Arsenal, seu time de futebol. Frenesi polissilábico – O diário de Nick Hornby: um leitor que perde as estribeiras, mas nunca perde a esperança, é uma mistura bem humorada de diário, roteiro, bate-papo, resenha e ensaio, Hornby elogia sem parecer condescendente e critica sem soar arrogante. Em quase trinta colunas mensais publicadas originalmente na revista The Believer, o autor  demonstra verdadeira paixão pelos livros e revela que é possível, sim, conciliar o prazer da leitura com a atribulada vida moderna.

Este livro me fisgou pela sinopse, mas infelizmente, não é tudo o que esperava. Gosto muito do autor, já li Alta Fidelidade (adoro!), Como Ser Legal, 31 Canções e assisti filmes inspirados em Febre de Bola e Um Grande Garoto. Li em várias resenhas que este é um livro para quem gosta muito de ler e além disso, gosta de ler livros sobre o prazer da leitura. Um dos pontos fracos é que a maioria dos livros citados não foram publicados no Brasil. Acho que de todos os autores que cita, conheço uns dez ou vinte dos que ele leu, li somente um (Na Natureza Selvagem - Jon Krakauer, um dos meus livros favoritos, por sinal).

Achei legal ele ter feito uma lista no início de cada capítulo dos livros que comprou no período e os que leu. Entre setembro de 2003 a junho de 2006 ele comprou 146 livros (em julho de 2004 ele diz que comprou tantos livros que chega a ser obsceno e não listou todos) e leu 129 -  destes, muitos não estão entre os que comprou no período; eram livros que já possuía ou que ganhou. Também abandonou dois e não concluíu quatro (não sei qual a diferença..talvez não tenha concluído naquele mês e terminou em outro, não reparei se foi isso). Distraído, acabou comprando livros repetidos (coisa que quase fiz outro dia..compro tanto que nem lembro mais se tenho ou não alguns livros).

Dos pontos positivos, gostei da sua tentativa de desmitificar a obrigatoriedade da leitura de certos livros (que todo mundo diz que DEVEMOS ler) e dos "clássicos". "(...) se você estiver lendo um livro simplesmente sacal, coloque-o de lado e vá ler outra coisa (...) Se não conseguir curtir um romance altamente recomendado e aclamado, não fique achando que você é um tapado (...) Só sei que quando a leitura está enchendo o saco, pouco conseguimos extrair dela."  (...) nada de mal lhe acontecerá se você não ler os clássicos ou os romances que ganharam o Booker Prize deste ano (...) Os livros são para ser lidos, e se você achar que não dá pé, provavelmente a culpa não é de sua incapacidade: às vezes, os 'bons' livros podem ser bens ruizinhos."

E  sobre a leitura de livros considerados ruins por alguns críticos: "(...) E por favor, pelo amor de Deus, parem de fazer pouco caso daqueles que estão lendo e curtindo um livro (...) ninguém sabe que tipo de esforço isso representa para [este] o leitor. Pode ser o primeiro romance adulto que a pessoa esteja lendo na íntegra; pode ser o livro que finalmente revele o propósito e a alegria de ler para alguém que até então estava confuso pela atração que os livros exercem sobre os outros. E, de qualquer forma, ler por diversão é o que todos nós deveríamos fazer. (...)".
 
Este trecho é muito engraçado e tem muito a ver comigo, pela dificuldade que tenho muitas vezes em arrumar tempo dedicado à leitura, pois tenho uma filha pequena: "(...) Taí, ótima ideia: se você tiver filhos, dê à sua esposa ou a seu marido um vale-leitura no próximo Natal. Cada vale dá direito a duas horas de leitura enquanto as crianças estão acordadas. Pode parecer um presente sovina, mas os pais vão ver que na prática acaba sendo mais valioso do que um Lamborghini (...)". Adorei!! Acho que vou pedir um vale desses no Dia dos Namorados...rs.
 
  De um modo geral, valeu a leitura, mas é um pouco cansativa. Achei a capa bem criativa e bonita. Um conselho valioso de Hornby: Leia qualquer coisa, contanto você fique louco para pegar o livro novamente.
 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cavalos Partidos - Jeannette Walls


Sinopse:

"A autobiografia de Jeannette Walls, O Castelo de Vidro, 'é simplesmente espetacular' (Entertainment Weekly). Em seu novo livro, ela traz a história de sua avó, contada na primeira pessoa, num tom autêntico, irresistível e exultante.

'Aquelas vacas velhas sabiam, antes de nós, quando ia haver encrenca'. Assim começa a história de Lily Casey Smith, a avó pé no chão, despachada e especialmente comovente de Jeannette Walls. Aos seis anos, Lily ajudava o pai a domar cavalos. Aos quinze, saiu de casa para ser professora primária em uma cidadezinha na fronteira oeste de sua cidade natal - cavalgou oitocentos quilômetros na sua égua, sozinha, para chegar ao local. Aprendeu a dirigir e, depois, a pilotar avião. Com seu marido, Jim, administrou um enorme rancho no Arizona e criou dois filhos, sendo um a memorável mãe de Jeannette, Rosemary Smith Walls, inesquecivelmente retratada em O Castelo de Vidro.

Lily sobreviveu a tornados, a secas, a inundações, à Grande Depressão e à mais triste tragédia pessoal. Ela opunha-se a todos os tipos de preconceitos - contra as mulheres, os índios norte-americanos e os que não se encaixavam nos padrões."

Gostei desse livro, mas não tanto quanto gostei do Castelo de Vidro, que achei a primeira história bem mais envolvente. A autora explica que, originalmente, iria escrever sobre a infância de sua mãe, mas esta a convenceu que era Lily quem havia tido uma vida muito mais interessante e que o livro deveria ser sobre ela.

Lily era uma mulher a frente do seu tempo, que não se conformava, uma mulher vibrante e falastrona, que explicava, com riquezas de detalhes, o que lhe acontecera, por que acontecera, o que ela fizera depois e o que aprendera como lição - tudo isso com intenção de transmitir lições de vida à sua filha, Rosemary. Parece que não resolveu muito; quem leu Castelo de Vidro saberá do que estou falando...rs

Quem acompanha meu blog há algum tempo já pode perceber que adoro biografias. Gosto de "vivenciar" épocas e lugares reais, saber como as pessoas se comportavam e o que fizeram a ponto de merecer que alguém contasse sua história. Essa não é uma das melhores biografias que li, mas é um livro fácil de ler, não muito longo e Jeannette é uma excelente contadora de histórias. Consegue nos envolver de tal modo, que às vezes sentia até sede lendo sobre a vida no deserto e a constante falta de água. Recomendo essa leitura.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Livros lidos - Maio



Bom...até que li bastante esse mês. Não tenho foto de todos os livros porque os cinco primeiros aluguei na locadora e esqueci de fotografar. A lista:

1 - Tem Alguém Aí? - Marian Keys (para o Desafio Literário - resenha aqui )
2 - A Primeira Luz da Manhã - Thrity Umrigar (resenha aqui )
3 - Uma Vida Interrompida - Alice Sebold (resenha aqui )
4 - Água para Elefantes - Sara Gruer (resenha aqui )
5 - Coração de Tinta - Cornelia Funke (era para o mês de dezembro do Desafio, mas não aguentei esperar; não fiz resenha ainda)
6 -  Uma Real Leitora - Alan Bennett (resenha aqui )
7 - Em Seu Lugar - Jennifer Weiner (Livro reserva do Desafio - resenha aqui )
8 - Múltipla Escolha - Lya Luft (resenha aqui )
9 - Alice Edição Comentada - Lewis Carroll (resenha aqui )
10 - Eu Sou Alice - Melanie Benjamin (resenha aqui )
11 - Cavalos Partidos - Jeannette Walls (ainda não fiz resenha)

Esse mês, creio que será difícil ler tanto assim; semana que vem começam minhas provas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Resultado do Sorteio Feios



Hoje é o dia de sortear o (a) felizardo (a) que ganhará o livro Feios, de Scott Westerfeld gentilmente cedido pela Editora Galera Record em parceria com o  Núcleo de Ideias.

O sorteio foi realizado pelo site Random.org .

E quem ganhou foi:





Número 11 - Gabriela Orlandin

Parabéns, Gabriela..já te enviei um e-mail; terá três dias para responder, senão farei outro sorteio. E os  que não ganharam, não fiquem tristes...novos sorteios virão, é só continuar acompanhando o blog.

Eu sou Alice - Melanie Benjamin


Sinopse:

Todos conhecem a pequena Alice que um dia caiu na toca de um coelho e entrou no mundo das maravilhas. Mas quem foi Alice Liddell, a menina que aos sete anos inspirou o Sr. Charles Dodgson a criar a história que depois assinou com o pseudônimo Lewis Carroll? Esta Alice de carne e osso está nesse livro. Misturando ficcção e realidade, Eu sou Alice reconstrói deliciosamente não apenas os bastidores da criação do livro Alice no país das maravilhas, mas a vida daquela menina travessa que no século XIX quase se casou com um príncipe de verdade. Sua biografia se mistura com o surgimento do clássico que encanta gerações até hoje. Por toda sua vida, ela carregou o peso de uma realidade que insiste em abafar a poesia.

Alice Liddell tinha sete anos quando posou para uma foto feita pelo Sr. Charles Dodgson. Trajando um simples vestido de babados e  com os pés descalços tocando pela primeira vez a grama da universidade de Oxford, a imaginosa e espevitada menina rolava no chão aos olhos silenciosos do fotógrafo. Alguma coisa naquela cena, porém, incomodava os bons costumes da época. Mas o que as mentes adultas poderiam considerar, mais que um atentado ao pudor, um ato de pedofilia, para a pequena Alice, era apenas o encontro com a mais pura poesia.



Melanie Benjamin, a autora do livro, se interessou pela história de Alice Liddell quando viu a foto acima em uma exposição em Chicago (Sonhando em Imagens: A Fotografia de Lewis Carroll). Achou  a coleção de retratos pertubadora, pois consistia de imagens de meninas em pose bastante provocantes. A fotografia de Alice deixou-a desconfortável pela vestimenta escassa, exibindo muito de seu corpo e olhos brilhantes, sagazes, conhecedores do mundo, quase desafiadores. Olhos de mulher.

Resolveu escrever sobre as aventuras de Alice depois que deixou o País das Maravilhas. Não é uma biografia, e sim um livro de ficção, baseado em fatos reais da vida de Alice. A sua infância foi em parte documentada, com exceção da correspondência trocada entre ela e Dodgson, que foi totalmente destruída pela mãe de Alice quando ocorreu o rompimento entre as famílias (ninguém sabe o motivo). Depois da morte de Dodgson, sua família cortou as páginas do seu diário que correspondiam a esse período. Nem Alice nem sua família jamais voltaram a falar publicamente a respeito de Dodgson, a não ser muito mais tarde, perto do final de sua vida, quando ela se viu forçada a vender o manuscrito original de Alice, para salvar a casa que amava.

Muito bom esse livro. Mesmo sabendo que é ficção, a história nos envolve de tal modo que acreditamos que foi assim que realmente ocorreu. Alice carrega a vida inteira o peso de ser "A" Alice dos País das Maravilhas. Seu relacionamento com Dodgson, a fez amadurecer mais rápido do que desejava. Passa a vida toda tentando esquecer que um dia foi a menina que inspirou a Alice do livro tão famoso.

Como havia dito no post sobre "Alice Edição Comentada", fiquei incomodada com alguns aspectos da biografia de Lewis Carroll. Hoje é célebre por ter criado uma história muito criativa, mas...ele fotografava crianças nuas! Um trecho da introdução do livro: "Os corpos nus das meninas lhe pareciam extremamente belos. Quando a oportunidade se apresentava, desenhava-as ou fotografava-as nuas, com permissão da mãe (grifo meu), é claro. Diz Dodgson: 'Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar ou fotografar, e descobrisse nela um ligeiro acanhamento (por mais ligeiro e facilmente superável que fosse -grifo meu novamente) de ser retratada nua, eu sentia um dever solene para com Deus (!) abandonar por completo a solicitação'. Por temor de que essas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que após sua morte fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Nenhuma parece ter sobrevivido."

Algumas fotos de crianças (vestidas, claro) feitas por Dodgson (não sei porque, mas estas fotos me assustam um pouco..rs):




Fotos tiradas por Charles Dodgson retiradas do site Princeton University Library .

E esta é a última foto que ele tirou de Alice, quando tinha 18 anos:



Pelo olhar triste dá para imaginar se um dia essa moça foi feliz..

Trecho do livro Eu sou Alice quando ela recebe essa foto:

"Que parte secreta minha teria ele capturado desta vez? A parte triste, perdida, de mim: a parte que pedia socorro."