sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pesquisa: Orgulho e Preconceito e Zumbis



Vejo esse livro em destaque em toda livraria que eu vou e em todo lugar estão falando dele. A revista Veja até elogiou-o...Este post é só para saber se alguém já leu "Orgulho e Preconceito e  Zumbis" para me dizer se vale a pena comprá-lo. Já peguei-o nas mãos várias vezes; toda vez que penso em fazer um pedido pela internet, coloco-o na cesta de compras só para depois tirá-lo...

Estou curiosa para ler, mas na verdade, está história de zumbi não está me agradando muito...por favor, se alguém já leu, deixe aqui sua opinião. Quem sabe deixo o preconceito (essa foi boa..rs) de lado e compro ou desisto de uma vez por todas!

UPDATE: Assisti hoje, na Globo News, o programa Espaço Aberto Literatura - especial Jane Austen, com a participação das tradutoras Celina Portocarrero (que no momento está traduzindo Persuasão) e Adriana Zardini do blog JASBRA - Jane Austen Sociedade do Brasil. Hoje passou a primeira parte e a segunda passará no dia 07/04 às 21:30.

A tradutora Celina Portocarrero não recomendou a leitura do livro Orgulho e Preconceito e Zumbis. Pelo que eu entendi, (porque minha filha não me deixou assistir direito) ela considera essas adaptações modernas (com zumbis, monstros do mar, lobisomens, etc) um meio de ganhar dinheiro utilizando o nome e a fama de Jane Austen. Vou tentar assistir a reprise para ver se é isso mesmo.

Até agora ninguém deixou comentários dizendo que leu o livro..

UPDATE 2 - A Lulu, do blog Coruja em Teto de Zinco Quente fez um ótimo post sobre o livro. Já deu para dar uma noção de como é  a história e parece que não faz meu estilo mesmo...se eu for ler será apenas por curiosidade.

Já a Gisela, deixou  o link para quem perdeu o programa na Globo News: clique aqui para assistir.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Desafio Literário - Abril: Confesso que vivi - Pablo Neruda


Tema: Escritor latino-americano
Mês: Abril
Livro: Confesso que Vivi - Memórias (Confieso que he vivido)
Autor: Pablo Neruda
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 362

Sinopse: Célebre autobiografia de Neruda, a única obra em prosa do poeta chileno que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1971 (o terceiro latino-americano e o sexto escritor de língua espanhola a receber a honraria). Militante comunista e ícone da esquerda latino-americana, Neruda narra, num estilo impregnado de poesia, sua vida desde a infância até os últimos dias, quando mesmo impossibilitado pela doença insiste em escrever - seus poemas à Matilde, o último amor, durante a convalescência, são considerados clássicos da língua espanhola. Diplomata ainda jovem, Neruda revela nesta obra que iniciou suas atividades políticas na Espanha, na década de 30, durante a guerra civil, quando representava o Chile na embaixada em Madri. As impressões do poeta sobre a China e a União Soviética, países que visitou mais por simpatia que por exigências diplomáticas, assim como suas relações com escritores como García Lorca e Miguel Hernández, são memoráveis. O poeta chegou a ser indicado à Presidência da República de seu país, honra que cedeu ao grande amigo Salvador Allende. "Confesso que vivi" termina com Neruda lamentando a morte de Allende, assassinado em 11 de setembro pelas tropas de Pinochet. O poeta morre pouco depois, em 23 de setembro.

O livro é sobre: as memórias do poeta chileno.

“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.
Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”

Eu escolhi este livro porque: Sempre gostei muito da poesia de Neruda; fiquei interessada para conhecer mais sobre sua vida.

A leitura foi: um pouco difícil no começo, mas logo se tornou mais fácil. Não é um livro para ser lido de uma vez e sim, aos poucos, para absorver mais a história.

Achei muito emocionante como ele descreve o que sentiu quando publicou o primeiro livro:

"Meu primeiro livro! Sempre sustentei que a tarefa do escritor não é misteriosa nem mágica, mas que, pelo menos a do poeta é uma tarefa pessoal, de benefício público. O que mais se parece com a poesia é um pão ou um prato de cerâmica ou uma madeira delicadamente lavrada, ainda que por mãos rudes. No entanto creio que nenhum artesão pode ter, como o poeta tem, por uma única vez durante a vida, esta sensação embriagadora do primeiro objeto criado por suas mãos, com a desorientação ainda palpitante de seus sonhos. È um momento que não voltará nunca mais. Virão muitas edições mais cuidadas e belas. Chegaram suas palavras vertidas na taça de outros idiomas como um vinho que cante e perfume em outros lugares da terra. Mas esse minuto de arrebatamento e embriaguez, com som de asas que revoluteiam e de primeira flor que se abre na altura conquistada, esse minuto é único na vida do poeta. "(Confesso que vivi, p. 53).

Neruda escreve prosa como se estivesse escrevendo poesia:
"Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho...São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio, presentes da onda... Tudo está na palavra... Uma idéia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar ou porque se sentou como uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que lhe obedeceu... Têm sombra, transparência, peso, plumas, pêlos, têm tudo o que se lhes foi agregado de tanto vagar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raízes... São antiqüíssimas e recentíssimas. Vivem no féretro escondido e na flor apenas desabrochada... " (Confesso que vivi, p.57-8)

"Minha poesia e minha vida têm transcorrido como um rio americano, como uma torrente de águas do Chile, nascidas na profundidade secreta das montanhas austrais, dirigindo sem cessar até uma saída marinha o movimento de suas correntes. Minha poesia não rejeitou nada do que pôde trazer em seu caudal; aceitou a paixão, desenvolveu o mistério e abriu caminho entre os corações do povo. Coube a mim sofrer e lutar, amar e cantar; couberam-me na partilha do mundo o triunfo e a derrota, provei o gosto do pão e do sangue. Que mais quer um poeta? E todas as alternativas, desde o pranto até os beijos, desde a solidão até o povo, perduram em minha poesia, atuam nela porque vivi para minha poesia e minha poesia sustentou minhas lutas." (Confesso que vivi, p. 178).

Gostei muito do livro; o título está correto: Neruda viveu mesmo! Só fiquei um tanto quanto decepcionada em relação às suas posições políticas. Não vou discutir política aqui, mas defender com tanta ênfase Mao Tsé, Stalin (tem até um poema - Ode à Stalin), Che Guevara, Fidel Castro...é certo que eram outros tempos, outra visão...mas pesquisando descobri que mesmo depois que os crimes de Stalin foram revelados (mais de 20 milhões de mortes), ele ainda continuou defendendo-o. Muito estranho para alguém que morou em um país com uma terrível ditadura e também sofreu perseguição...sei lá, é apenas minha opinião.

Achei no You Tube um vídeo com imagens de Neruda e com sua voz, declamando a poesia "Posso escrever os versos mais tristes esta noite."




Posso escrever os versos mais tristes esta noite.


Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,

e tiritam, azuis, os astros, ao longe".

O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Eu a quis, e às vezes ela também me quis...

Em noites como esta eu a tive entre os meus braços.

A beijei tantas vezes debaixo o céu infinito.

Ela me quis, às vezes eu também a queria.

Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.

E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.

Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la.

A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.

Minha alma não se contenta com tê-la perdido.

Como para aproximá-la meu olhar a procura.

Meu coração a procura, e ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores.

Nós, os de então, já não somos os mesmos.

Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis.

Minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.

Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos.

Já não a quero, é verdade, mas talvez a quero.

É tão curto o amor, e é tão longe o esquecimento.

Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços,

minha alma não se contenta com tê-la perdido.


Ainda que esta seja a última dor que ela me causa,

e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Querido John - Nicholas Sparks

O que você faria com uma carta que mudasse tudo?


Sinopse

Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que esta pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pôde prever que os atentados de 11 de Setembro pudessem mudar o mundo todo. E como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, John descobre como o amor pode transformar as pessoas de uma forma que jamais poderia imaginar.

Comecei a ler esse livro ontem de manhã e não consegui parar até terminá-lo, à noite. Todos os livros de Nicholas Sparks são assim: nos prendem à história de tal forma que é impossível largá-los...dele já li "O Caderno de Noah (mais conhecido como Diários de uma Paixão - para mim é o melhor de todos), Uma Carta de Amor e O Milagre (o mais fraco de todos, achei). Estou querendo ler Noites de Tormenta e o último que ainda não foi lançado no Brasil - A Última Música (The Last Song - lançamento em maio/10).

É difícil escrever sobre um livro de Nicholas Sparks sem revelar alguma coisa importante...sempre tem um final completamente diferente do que a gente imagina. Gosto das histórias dele pois sempre há duas pessoas que se encontram, descobrem que foram feitos um para o outro, mas no meio disso tudo sempre acontece alguma coisa que muda suas vidas para sempre..rs...e ele escreve tão lindo...esse trecho, por exemplo:

"Quando ela se afastou e sussurrou 'Senti tanta saudade', parecia que eu estava inteiro de novo, depois de ter passado um ano pela metade."

Lindo, não? Adoro também a descrição dos lugares onde se passam as histórias; na maioria das vezes, no estado da Carolina do Norte (é onde o escritor mora); fiquei com vontade de conhecer esse estado só por causa dos livros dele...

Enfim, não dá para falar muito do livro sem estragar a história, só que é uma linda história de amor que a gente lê suspirando...rs..

Sobre o autor: Nicholas Sparks viveu a sua juventude em Fair Oaks, na Califórnia e vive atualmente na Carolina do Norte com a família. Foi premiado com uma bolsa de estudos da Universidade de Notre Dame pelos seus excelentes resultados e, em 1988, licencia-se em Economia. Curiosamente, o seu sonho era tornar-se atleta de alta competição, sonho de que teria de abdicar devido a um grave acidente. Iniciou-se a escrever enquanto trabalhava como delegado de informação médica e, mais tarde, surge Theresa Park, agente literária, que se propôs representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, «O Diário de uma Paixão», à Warner Books. (Wikipedia)





Ah, e o filme inspirado no livro está nos cinemas, mas de acordo com esse post escrito pelo Marcelo do blog Tudo que Vejo , é bem diferente o livro do filme.

Trailler do filme "Querido John"

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York - Gail Parent


Sempre via esse livro na locadora que costumo alugar livros e ficava na dúvida se lia ou não...achava o título muito estranho...Daí minha irmã ganhou-o de uma amiga que disse que já tinha livro demais (acho que isso nunca vai acontecer comigo...sempre tenho livro "demenos"..rs) e estava doando um monte para amigas. Resolvi lê-lo então e adorei!

"Junte uma pitada de O Diabo Veste Prada, acrescente uma tigela bem cheia de Bridget Jones, uma colher de sopa de Marian Keyes, e leve ao fogo alto de Sexy and the City. Quando estiver cozido, depois de boas gargalhadas, retire do forno e cubra com Bergdorf Blondes a gosto.  Sirva acompanhado de deliciosas piadas judaicas. O humor inteligente e sagaz de Sheila Levine vai agradar em cheio os mais diversos paladares. Esqueça a dieta: é bem, bem mais gostoso do que bolo de chocolate quentinho."  (retirado da contracapa do livro)

Sinopse: Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York, de Gail Parent, traz as confissões da personagem desde os seus quatro anos, idade em que passou pela primeira experiência de amor não-correspondido. São relatos divertidamente constrangedores sobre a infância e a adolescência, como a preparação para o casamento quando era uma criança de apenas sete anos, a vida de solteira na Universidade de Syracuse, a perda da virgindade, a formatura sem emoção no curso de arte dramática e a busca por um emprego criativo. Há também as fracassadas investidas amorosas, a viagem pela Europa, o desafio de se dividir um apartamento em Nova York... Enfim, todas as peripécias da vida de uma solteirona contadas de maneira engraçada e irônica, divertindo o leitor do início ao fim.

Divertidíssima essa história...esse livro foi escrito em 1972 e acho que pode ser considerado um dos primeiros chick-lit da história. É o precursor de Bridget Jones, Becky Bloom e de todas as solteiras desesperadas para casar. Apesar de ter sido escrito há mais de trinta anos, seu humor é super atual.  Sheila Levine é engraçadíssima, muito azarada e super atrapalhada...

Ela é fofinha (sua mãe diz que é linda, mesmo com aquele nariz), sai com uns caras de vez em quando (cada figuraça…), tem uma melhor amiga mais alta, mais magra e com um cabelo bem mais liso que ela, e acha que seu futuro está… que se dane o futuro!!! Mais uma vez (e dessa vez tem que ir), ela conhece um novo pretendente (sabe aquela história do não tem tu, vai tu mesmo?), mas… continua solteira (será que é uma maldição?).

Com a chegada dos trinta anos e o casamento da irmã mais nova, as decepções com relacionamentos fracassados viram desespero; então, calmamente, ela toma uma decisão: vai se matar. Com a decisão tomada, Sheila precisa organizar a vida, preparar seu testamento e escrever uma carta de despedida a todas as pessoas queridas. No decorrer do livro, ela vai contando sua vida e explicando os motivos que a levaram a essa medida extrema. É riso do começo ao fim!

Sobre a autora: Gail Parent se formou pela Universidade de Nova York e depois se mudou para Los Angeles com o marido. É uma das roteiristas mais bem-sucedidas de Hollywood, autora de The Carol Burnett Show, The Mary Tyler Moore Show, Rhoda e The Golden Girls.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Desafio Literário - Abril: Como Água para Chocolate (Reserva)

Tema: Escritor (a) Latino-americano (a)
Mês: Abril
Livro: Como Água para Chocolate (Reserva)
Autora: Laura Esquivel
Editora: Martins Fontes
Número de páginas: 205 páginas


Sinopse: Laura Esquivel inaugurou um novo gênero literário: a cozinha-ficção. Neste surpreendente romance que tem como subtítulo Romance em fascículos mensais com receitas, amores e remédios caseiros, tudo gira em torno da cozinha. Cada capítulo é aberto com uma extraordinária (e perfeitamente realizável) receita, em torno da qual não só se aglutinam os comensais que as consomem como também se "cozinham" e "coalham" amores e desamores, risos e prantos (sobretudo risos). Em suma, uma cozinha - espaço e função - onde se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte.

O livro é sobre: O livro relata a história do amor sofrido e profundo entre Pedro e Tita . Como eles não podem ficar juntos, ela direciona todo seu amor para o ato de cozinhar; todas suas receitas acabam tocando as pessoas que as experimentam e mudando suas vidas de alguma forma.


O livro "Como água para chocolate" leva-nos até ás profundezas de um México rural dos principios do século XX. Pedro e Tita ficam impedidos de concretizar o casamento por um preconceito infundado: Tita é a filha mais nova de três e não pode casar , porque na familia manda a tradição que a filha mais nova se mantenha solteira e cuide da mãe até á hora da morte.A mãe oferece então a mão de Rosaura a filha mais velha a Pedro que acaba por se casar com ela para ficar perto do seu amor: Tita. Esta durante o seu infortunio conta com a criada india ( Nacha) que lhe vai soprando aos ouvidos receitas e conselhos na vida e na morte. Tita constrói e solidifica a sua relação com Pedro através de receitas tipicas, rústicas e às vezes invulgares e requintadas. As receitas, uma para cada mês, e o desejo, o desespero, o choro e a alegria, com que as faz são a sua maneira de se rebelar e de comunicar os seus sentimentos ao seu amor.

 À medida que o enredo vai avançando, são contadas histórias paralelas como os amores ilegitimos da autoritária e cruel mãe de Tita (Mamã Elena) e a fuga da irmã Gertrudes com um soldado.

Eu escolhi este livro porque: Consegui este livro no site Trocando Livros e aproveitei para lê-lo no Desafio.

A leitura foi: muito rápida; é um livro muito gostoso de ler.

Sobre a autora: Escritora mexicana, Laura Esquível nasceu a 30 de Setembro de 1950, na cidade do México. Oriunda de uma família católica, manteve, no entanto, desde cedo uma certa abertura de espírito que a levou, na sua juventude, a estudar as filosofias orientais, a praticar a meditação e seguir uma dieta vegetariana. Não obstante, foi grandemente influenciada pela avó, autêntica matriarca da família, que se costumava reunir com as mulheres na cozinha, lugar que Laura Esquível veio a considerar ideal para que o sexo feminino possa partilhar pensamentos íntimos. Escreveu "Como Água para Chocolate" em 1989, que foi adaptado para o cinema em 1993. (Fonte: Wook )

Faz muito tempo que vi o filme; não lembro se é ou não fiel ao livro. O final parece ser o mesmo, do pouco que lembro.

Trailler do filme:



Curiosidades: o filme foi dirigido por Afonso Arau, marido de Laura Esquivel.

Enfim...Alice



Finalmente assisti "Alice no País das Maravilhas"e depois de tanta expectativa...adorei!! Foi a primeira vez que assisti a um filme em 3D (podem me chamar de caipira, eu não ligo..rs..na minha cidade só tem um cinema e olhe lá!). Fiquei de queixo caído já nos traillers de Toy Story 3 e Shrek em 3D...parecia uma criança...como é lindo..rs


Bom, deixando o deslumbramento de lado, realmente gostei do filme. Sinceramente, não sei por que foi tão criticado. Talvez porque muita gente achou que era uma adaptação fiel ao livro ou não gostou de ver Alice crescida...poderiam ter colocado no título: "Alice de volta ao País das Maravilhas" para não ter confusão..rs
Gostei da história, dos efeitos especiais,  das atuações de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, até Anne Hathaway  está bem como Rainha Branca, apesar de não estar muito bonita ; só achei a atriz que interpretou a Alice muito fraca. Tive que assistir a versão dublada, por causa da minha filha e achei muito esquisita a dublagem do Chapeleiro Maluco com aquela língua presa...

Vou concordar com Mauricio Stycer do UOL que disse em sua crítica sobre o filme: "Mesmo quando não é genial, Tim Burton fica muito acima da média."

E aproveitando o assunto:

Para saber com qual personagem do filme você mais se identifica (Alice, Chapeleiro, Coelho, Lagarta ou Rainha Vermelha), o site da revista Veja fez um teste bem legal; para fazê-lo clique aqui


Gostei do resultado do meu, deu Alice: "Você é uma pessoa curiosa, que gosta de novidades e aprova mudanças na rotina. Sociável, desenvolve boas relações e pode ter muitos amigos. Embora seja sincera, diz o que pensa com cuidado e compaixão. Quase sempre mantém o bom humor."





sábado, 24 de abril de 2010

Mistérios de Clarice Lispector


"Sou tão misteriosa que não me entendo." CL

E a minha escritora favorita continua "abafando" pelo mundo afora....

Debate sobre obra da escritora em Nova York reúne quase 200 pessoas (Publicado em O Estado de São Paulo - 24/04/10)

O seminário Clarice Lispector: Her Life and Legacy lotou o auditório da Americas Society, em NY, na quinta-feira. A maioria dos quase 200 participantes era de leitores comuns, interessados em ouvir sobre os mistérios de Clarice. O seminário, que reuniu a professora e crítica Nádia Gotlib e os escritores Moacyr Scliar e Adriana Lisboa, integra as comemorações de 90 anos do nascimento da escritora promovidas pela City University of NY e terão continuidade em setembro, com leituras, debates e exibição de filmes baseados nos livros da escritora.

Autora de Clarice Fotobiografia, Nádia selecionou 18 das cerca de 800 que compõe o livro para sintetizar a vida da escritora, desde que sua família partiu com ela ainda bebê da aldeia de Chechelnyk, na Ucrânia, para Macéio, às passagens pela Itália, Suíça, Inglaterra e pelos EUA, como esposa de diplomata.

A obra de Clarice ganhou impulso nos EUA após o lançamento, em agosto, de Why This World: A Biography of Clarice Lispector, de Benjamin Moser (lançada no Brasil com o título de Clarice,).

Ainda estou lendo a biografia, que por sinal é ótima e sou louca para ter essa Fotobiografia...coisas de fã...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Lançamento: Feios - Scott Westerfeld

Em um mundo de extrema perfeição, ser normal é feio.




Sinopse: Tally está prestes a completar 16 anos, e mal pode esperar. Não para dar uma grande festa, mas sim para se tornar perfeita. No mundo de Tally, fazer 16 anos significa passar por uma operação que o transformará de "feia" em um ser incrivelmente belo e perfeito, e lhe dará passe livre para uma vida de glamour, festas e diversão, onde seu único trabalho é aproveitar muito.

Mas Shay, uma das amigas de Tally, não está tão ansiosa assim: prefere se arriscar fora dos limites da cidade. Quanto Shay desaparece, Tally vai conhecer um lado totalmente diferente desse mundo perfeito - e, acredite, não é nada bonito.

A Editora Galera Record está agitando a blogosfera com o lançamento do livro "Feios" do autor Scott Westerfeld. Para saber mais sobre o livro, é só clicar nos links abaixo:

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Site:
Série Feios

O site é super legal e tem sempre promoção rolando.

Dia Internacional do Livro



"O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha.

A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.

Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.

No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.


Mais tarde, em 1996, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Mundial do Livro e dos Direito de Autor, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.

No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efetivamente 10 dias depois de Cervantes." (Fonte: Wikipedia)

Vamos comemorar o Dia Internacional do Livro fazendo a melhor coisa do mundo: Ler!!
 
"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem."
Mário Quintana
 
"Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."
Mário Quintana
 
"Um país se faz com homens e livros"

Monteiro Lobato

terça-feira, 20 de abril de 2010

Especial Alice - Chá-da-tarde


Eu achava que o filme iria estrear amanhã, mas parece que é só dia 23/04. Vou encerrar o especial  sobre Alice com um maravilhoso chá-da-tarde. Quem me acompanha??


Inspirada no filme “Alice no País das Maravilhas”, a cake designer Fabiola Toschi lançou o “Alice in Wonderland”, que reproduz um chá da tarde e recebe uma estrutura decorada com três andares de brownies, biscoitos e muffins.


O kit para 15 pessoas contém 30 doces, 15 fatias de brownies, 30 biscoitos, 15 muffins e custa 435,00 reais. Se o “chá das cinco” tiver um número diferente de convidados, basta solicitar um orçamento.

Onde Encontrar:
Ateliê Fabiola Toschi
http://www.fabiolatoschi.com.br/

Outras imagens que achei sobre chá-da-tarde inspirados no filme:



Cupcakes (delícia!)


Chá charmoso


Mais Cupcakes:



Fotos: Flickr

Quero todos!!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mais recentes aquisições

Quando estive em São Paulo para assistir ao Cirque du Soleil, passei na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos e saí de lá com algumas aquisições, claro...Comprei esses livros: Eu Sou Alice - Melanie Benjamin (já falei dele neste post aqui ) e Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil - Leandro Narloch.


Sinopse: Existe um esquema tão repetido para contar a história do Brasil, que basta misturar chavões, mudar datas ou nomes, e pronto. Você já pode passar em qualquer prova de história na escola. Nesse livro, o jornalista Leandro Narloch prefere adotar uma postura diferente – que vai além dos mocinhos e bandidos tão conhecidos. Ele mesmo, logo no prefácio, avisa ao leitor: “Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos.” É verdade: esse guia enfurecerá muitas pessoas. Porém, é também verdade que a história, assim, fica muito mais interessante e saborosa para quem a lê.

Já li uns trechos e achei bem interessante. Gosto de livros que mostram diferentes versões da História que conhecemos.

Outra compra...vi e não resisti:

Jane Austen Journal

Capa com elástico
Capa sem elástico

 
Primeira Página (This Journal Belongs to..)
Interior

 
É um caderninho de anotações muito fofo (mais um!!), com ilustrações inspiradas nos livros de Jane Austen e com trechos dos livros. Tem o maior jeito de caderno antigo, dá até dó de usar. Enfim, tenho tantos caderninhos como este que acho que vão acabar ficando de herança para minha filha..rs.. Quase enlouqueci na seção da livraria que vende caderninhos como esse e moleskines de todo tipo...

domingo, 18 de abril de 2010

Especial Alice - Vários

Hoje o post vai ser uma miscelânea..tem de tudo inspirado no filme "Alice no País das Maravilhas": canecas, cadernos, broches, bolsas, almofadas...




Drink Me Bottle Caneca - U$ 22.00



Un-Happy Bolsa - U$ 17.00


Caneca I'm Late, I'm Late - U$ 15.00


Mousepad - U$ 13.00


Caderno Cheshire Cat - U$ 10.50

Relógio - U$ 18.00

Site Mercado Mambembe  - Coleção Alice no País do Cordel


Bolsa Alice na Árvore - R$ 59,00


Almofadas Alice - R$ 69,00 todas



 
Cadernos - R$ 25,00 cada

Broches - R$ 12,00 cada



Caderno Alice - R$ 69,00




Agenda - R$ 19,00

Camiseta Alice por Jana Magalhães - R$ 59,00



Kit Buttons - R$ 15,00

Caneca Drink Me - R$ 29,00

Dia Nacional do Livro Infantil



Hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil e esse dia  foi escolhido pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, em homenagem ao escritor brasileiro José Bento Monteiro Lobato. Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882 e foi o criador da literatura infantil no Brasil. Autor de inesquecíveis histórias infantis, entre elas O Sítio do Pica-Pau Amarelo, cujos personagens Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Pedrinho, Narizinho e Emília marcaram a história da literatura infantil.



Homenagem mais que merecida, pois os livros sobre o Sítio são maravilhosos. Já escrevi várias vezes aqui que foi pela leitura de Reinações de Narizinho que me apaixonei por livros. Para quem tem crianças em casa, indico toda a coleção (é bom para adultos também, claro!).



Sou um pouco especialista em literatura infantil (brincadeirinha...) porque tenho uma leitora de seis anos em casa, que gosta de livrarias desde que tinha uns dois aninhos. Ela já possui uma pequena biblioteca e gostaria de indicar alguns livros.

Esses são alguns dos meus preferidos, para crianças um pouco maiores, acima de cinco anos:

Histórias de Bruxa Boa - Lya Luft


Com Histórias de Bruxa Boa, Lya explora um outro universo: o fantástico mundo do imaginário infantil. Inspirada em histórias que contou para sua neta Isabela, hoje com seis anos, a escritora criou personagens que vão encantar e divertir crianças e adultos. São cinco histórias que incluem inusitadas e divertidas sugestões de Isabela, portanto saídas diretamente da fantasia de uma criança... As ilustrações são da pintora e pediatra Susana Luft, mãe de Isabela e filha de Lya.


A menina Tatinha morava no andar de cima de uma casa com papai e mamãe. No térreo morava sua avó, que, poucos sabiam, era uma bruxa boa chamada Lilibeth. Como toda bruxa boa, ela só fazia feitiço para proteger as pessoas e assustar as bruxas más que moravam num buraco feio, sujo e cheio de ratos, na esquina da rua. As bruxas más eram irmãs. A gordinha chamava-se Cara-de-Panela, a magra era a Cara-de-Janela. Tatinha era aprendiz de bruxa, ajudante de Lilibeth nessas histórias em que dois mais dois podem não ser quatro, o claro pode ser escuro e o sol pode virar lua.

Em Histórias de Bruxa Boa, avó e neta embarcam com o leitor em aventuras deliciosas de gente como nós, numa casa divertida com uma família, empregadas que participam de tudo, bebês nascendo, uma avó voando numa vassoura, bruxas perversas que são derrotadas, bichos que falam, lobos, sereias e muita imaginação.




A volta da Bruxa Boa - Lya Luft


Em uma espécie de fábula da família, Lya narra as novidades na vida de Lilibeth, sua neta e as irmãzinhas gêmeas, as bruxas más Cara-de-Panela e Cara-de-Janela e outros personagens adoráveis.

São dois livros bons para ler para crianças porque as histórias são curtinhas, dá para ler um pouquinho de cada vez. Minha filha adora!

As Rosas Inglesas - Madonna


Muita gente pode ter preconceito com esse livro, afinal, Madonna escrevendo livros para crianças?? Pois é...não sei se foi ela mesma quem escreveu, mas até que se saiu bem...eu só conheço esse de todos os livros dela e acho uma graça, tanto a história, como as ilustrações, que são lindas! Tem a continuação - As Rosas Inglesas - Bom demais para ser verdade - mas esse ainda não comprei.

As Rosas Inglesas é uma história de rivalidade e amizade entre garotas de idade escolar na Londres contemporânea. A história acompanha quatro garotas - Nicole, Amy, Charlotte e Grace - que têm onze anos e são grandes amigas, inseparáveis. "Elas são praticamente grudadas na cintura uma da outra", escreve Madonna nesta obra, e todas "tinham um pouco de inveja de uma outra garota do bairro" - uma linda menina chamada Binah, cuja vida aparentemente perfeita as deixa "verdes de inveja". Entretanto, quando uma espevitada fada-madrinha apreciadora de pão de centeio as leva numa viagem mágica, elas aprendem uma lição surpreendente sobre as diferenças entre aparência e verdade. Madonna usou de sua própria vivência para escrever este livro: "Quando criança, eu senti inveja de outras garotas por várias razões. Tinha inveja por elas terem suas mães, por elas serem mais bonitas ou mais ricas", diz ela. "Só quando você cresce é que percebe quanto tempo perdeu com esses sentimentos." As Rosas Inglesas é o primeiro de cinco livros infantis de Madonna.

Lá no alto das nuvens - Paul McCartney


É ele mesmo, o cantor Paul McCartney...ele também escreveu um livro para crianças e com ótimo resultado: Lá no Alto das Nuvens, sua estréia no gênero, é uma bela fábula sobre ecologia e companheirismo.

Com a colaboração de Geoff Dunbar (ilustração) e Philip Ardagh (texto), o ex-Beatles escreve a história do esquilo Serelepe. Forçado a abandonar a Floresta, destruída pelos planos de expansão da malvada Gadolfa, Serelepe luta para encontrar a terra encantada de Animália. Lá, diz a lenda, todos os animais vivem em liberdade e sem medo. Encorajada por Ranulfo, o sapo balonista, Serena, a bela esquilo vermelha, e Ratzy, o urbano roedor, a busca de Serelepe transforma-se num arrojado plano para libertar os animais escravizados por toda parte. Um plano que está perigosamente ameaçado...

Gosto desses livros porque são bem diferentes...mas também acho ótimos todos da Ruth Rocha, Ziraldo (adoro Flicts e O Planeta Lilás), Ana Maria Machado...tem excelentes opções para crianças de todas idades.