domingo, 28 de fevereiro de 2010

Luto na cultura brasileira


Morreu na manhã deste domingo, em São Paulo, o bibliófilo José Mindlin. Ele tinha 95 anos e estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein. A morte foi causada por falência múltipla de órgãos.
Mindlin foi dono de uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, que começou a formar aos 13 anos e, no ano passado, doou cerca de 45 mil volumes, entre coleções e folhetos, para a Brasiliana USP, no campus da universidade, em São Paulo. (Fonte: Folha Online)

Pessoas como José Mindlin deveriam ser eternas...ele vai fazer falta nesse Brasil que tão pouco valor dá à cultura e à educação. Vou reproduzir aqui uma entrevista que li no site da Revista da Cultura, da Livraria Cultura, em janeiro desse ano (frases que gostei muito estão em itálico):


"Nascido em São Paulo em 1914, filho de imigrantes russos, José Mindlin ainda menino apaixonou-se pelos livros. Muito jovem, frequentava os sebos do centro de São Paulo e acabou por achar um jeito de comprar os livros sem pedir dinheiro aos pais. “Verifiquei que os livreiros dos sebos não estavam atentos ao que os outros faziam. Alguns vendiam por 5 ou 10 mil réis o que outros vendiam por 20, 30 e até 50 mil réis! Por sua vez, esses vendiam por 5 o que os primeiros vendiam por 30, 40.” Rapidamente, viu ali a chance de incrementar sua biblioteca. “Comprava o livro dos sebos mais baratos e levava para o outro, o dos livros caros, e dizia: ‘Vou deixar em consignação e não quero ver dinheiro. Tire sua comissão e me credite o produto.’” Depois de poucos meses, o garoto tinha crédito em todos os sebos. “Eu comprava sem desembolsar nada”, fala divertindo-se. Assim começa a história do mais respeitado bibliófilo do país. Sua biblioteca tem cerca de 40 mil títulos e a Brasiliana, coleção de livros sobre o Brasil e de literatura brasileira, chega a 25 mil títulos e foi doada à Universidade de São Paulo (USP ) em 2005. Livros, leitura, literatura brasileira e estrangeira, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Marcel Proust, Eça de Queirós e Guita, sua mulher e companheira por quase 70 anos – paixões que florescem em cada frase, em cada gesto, em cada canto da casa e da biblioteca. Na garimpagem, o desafio e a alegria de encontrar o objeto do desejo. Na leitura, o encontro sincero e real com o prazer. Esse é José Mindlin.

Sua história de vida confunde-se com os livros – desde a infância, sempre com eles, com histórias contadas dentro de casa. Como foi o início dessa paixão? Eu quase poderia dizer que nasci com o livro na mão, porque cresci em um ambiente cultural: meus pais liam, meus irmãos mais velhos também e o ambiente era de amor à leitura. Isso, naturalmente, me contagiou desde cedo. E, quando isso acontece, a pessoa tem de se conformar, porque vai continuar pelo resto da vida. Aliás, é o modo de dizer, porque acho que isso é uma bênção, ter esse gosto pela leitura. Quando falo sobre esse assunto, sempre digo que se trata de paixão incurável. Em geral, as boas paixões são incuráveis. E a leitura nem se discute, é um benefício para a vida.

Na sua casa, com seus irmãos e seus pais, vocês liam entre vocês? Líamos, sim. Eu lia para mamãe. Devia ter uns 12 anos e estava lendo Júlio Verne e gostando muito. A mamãe teve uma paciência evangélica de ouvir toda a leitura, mas os trechos mais cacetes eu pulava. De modo que, no fundo, foi uma coisa ótima.

O senhor começou muito cedo, com 12 ou 13 anos. Qual foi o primeiro livro raro que comprou? Aos 13 anos, comprei o primeiro livro raro em sebo. Era uma tradução portuguesa de Discurso sobre a história universal, de Jacques Bossuet, publicada em Coimbra em 1740. Como menino, fiquei fascinado pela antiguidade, depois aprendi que a data de edição é um fator secundário de avaliação. Há muito livro moderno que é mais raro e mais importante do que muito livro do século 16.

Como surgiu a ideia de formar uma biblioteca? Ela não foi planejada, fui comprando livros de acordo com as leituras que me interessavam. Com certa precocidade, perto dos 12 anos, comecei a ir ao centro, que a gente chamava de “cidade”, e as livrarias se concentravam ali. Eu não tinha uma verba para a compra de livros e, às vezes, aparecia um que me interessava muito e pedia aos meus pais. Eles me facilitavam a compra. Eu tinha certa retaguarda, porque eles viam o meu interesse pela leitura com muito bom gosto. Mas por vezes eu precisava fazer uma ginástica, precisava me entender com os livreiros, estabelecer uma relação com eles que, aliás, me olhavam com simpatia. Eu era um menino de calças curtas! E, assim, começou a se formar a biblioteca. E ela tem uma vantagem, pois não tem fim e eu, com a idade em que estou, 95 anos, posso verificar que isso é uma verdade.

O senhor nasceu em São Paulo, em que bairro? Nasci no Paraíso e minha mulher também. Infelizmente, eu a perdi em junho de 2007. Não éramos vizinhos, a casa dela era na 13 de maio, mas com saída para a Cincinato Braga, que foi a rua onde nasci. Mas só a conheci muitos anos mais tarde.

Como conheceu sua esposa, Dona Guita? Eu estava começando o quinto ano da faculdade de direito e, um dia, vi no pátio uma caloura cercada de rapazes cabalando para que entrasse em um dos partidos acadêmicos: o Libertador, o Renovador, partidos de estudantes. Eu olhei pra moça e disse: ‘Olha, tudo isso é bobagem, se você quer um bom partido, está aqui’. E ela me pegou pela palavra e tivemos quase 70 anos de convivência. Eu sou de 1914 e ela era de 1916. Dali estabeleceu-se uma relação que teve, a meu ver, as melhores consequências. Casamos em 1938 e isso durou até a morte dela, 68 anos depois.

Dona Guita foi sua companheira de tantos anos... Companheira em todos os sentidos, em todas as áreas, desde o namoro até depois do casamento, e a leitura foi um interesse central de nossa vida.

Qual a participação dela na formação da biblioteca? Ela lia, assim como eu, constantemente e, além das coisas mais simples, quando se tratava de obras raras, por exemplo, que poderiam comprometer o orçamento doméstico, ela sempre foi uma apologista da aquisição. Me encorajava a fazer extravagâncias que eu hesitava em cometer. Ela estudou encadernação, conservação e restauro de papel e de obras, apesar de que não tínhamos muitos casos de aplicação dessas medidas, porque sempre procurei adquirir obras em bom estado, mas foi realmente uma parceira.

Em sua casa, o senhor lia com sua esposa e seus filhos? Sim, eu e Guita líamos um para o outro, isso fazia parte da nossa vida. O gostoso é que os filhos também têm essa paixão, cada um a seu modo. O que se lê varia, mas todos gostam muito. Eu sempre acreditei que a leitura fosse uma fonte de prazer e a escolha tem de ser livre. A gente pode, quando muito, orientar, dar certo palpite, mas são eles que têm de desenvolver o próprio gosto. E nós conseguimos.

Todos os filhos gostam também? Gostam muito. Nós temos quatro filhos, mas, na época em que eram três ainda, as meninas eram as mais velhas e sempre ouviam os elogios pelo interesse que tinham pela leitura. O caçula, que era o menino, enjoou de ouvir tanto elogio para as irmãs e um dia teve uma explosão, dizendo: ‘Eu também gosto de ler, só que eu não sei!’ Foi muito divertido.

Qual é a sensação de encontrar um livro raro, muito desejado? O coração bate mais forte. O prazer da garimpagem é muito grande, descrever essa sensação não é fácil, mas dizer isso já dá uma ideia do que representava para mim. A gente procura coisas e, às vezes, vê um livro que a gente não conhecia, mas que desperta interesse. São os dois prazeres que a garimpagem proporciona: encontrar o que a gente procura e despertar interesse por coisas que não eram conhecidas.

Como selecionar esse ou aquele livro? Diria que tenho um sexto sentido. Eu pego um livro e ele desperta o meu interesse ou não desperta. Em geral, o bom livro sempre desperta o meu interesse. Eu não gosto de ler, até hoje, livros muito difíceis; quando isso acontece, acabo deixando pra mais tarde. Mas há exceções, aqueles que temos de ler, mesmo achando difíceis. O hábito da leitura é tão forte que automaticamente folheio um pouco o livro e já sei se ele vai me interessar. É como o namoro.

Existe uma paixão? Existe e, às vezes, a gente nem sabe explicar. Uma vez, em Londres, eu queria comprar uma edição de Rabelais [François] do século 16 e o livreiro me mostrou um exemplar de 1558. Eu peguei no livro, olhei, folheei e disse a ele: ‘Posso fazer uma observação?’, ele disse que sim e eu falei: ‘A meu ver, esse livro não é o do século 16 e sim do século 17, antedatado’. E ele perguntou: ‘Mas por que o senhor diz isso?’ Eu disse: ‘Não sei, é uma sensação, o toque, o papel, o tipo’. Fomos ver a biografia de Rabelais e, de fato, era uma edição do século 17 com a data de 1558. Ele não se convenceu de que eu não era especialista em Rabelais. Foi exatamente um caso de sexto sentido. Era muito parecido, não tenho explicação, mas eu sabia. É como ver uma imagem religiosa do século 18 e uma imitação bem feita, moderna. É questão de conhecer, mas sempre tem o sexto sentido.

Quais são os seus livros de cabeceira? Tem uma pilha e eu gosto de ler do começo ao fim, mas hoje, com meu problema de visão, tenho dificuldade, alguém precisa ler pra mim, mas quando eu tinha facilidade, fazia isso com muita rapidez, em geral lia uns dois livros por semana, oito ou dez por mês.

O senhor gosta de reler livros? Acho a releitura uma fonte de prazer real, porque você vê coisas que escaparam na primeira leitura e o livro começa a fazer parte da sua vida.

Quais os livros que mais releu? Em matéria de livros brasileiros, as obras de Machado de Assis e Guimarães Rosa, e a obra de Proust [Marcel], da literatura estrangeira.

Qual o livro preferido? Os livros são muito ciumentos e eu não posso falar em preferências, porque vou ter problemas com eles.

Dos escritores brasileiros, qual o senhor prefere? Machado de Assis é o topo da literatura brasileira, mas temos a sorte de ter muitos bons escritores. O Erico [Verissimo] é outro, mas são muitos...

Como incentivar o hábito da leitura? Quem não lê, não sabe o prazer que perde. Hoje em dia, está se fazendo um esforço para disseminar o gosto pela leitura. O ideal é começar em casa, o exemplo dos pais é a melhor orientação. É claro que existem muitos casos em que os pais não leem, então esse papel de estimular a leitura passa a ser da escola. Mas a escola costumava, e ainda costuma em alguns casos, apontar a leitura como uma obrigação. Acho isso um erro. A leitura deve ser apontada, não só como fonte de conhecimento, mas principalmente como fonte de prazer. Eu sempre fui a favor de criar o gosto, e não transmitir a sensação de obrigação, ninguém gosta de fazer nada obrigado.

São atos simples que estimulam o gosto pela leitura? São, sim. Dentro de casa, os pais lendo para os filhos – minha mãe lia pra mim, depois eu lia pra ela, que tinha uma paciência extraordinária. A coisa é simples. Eu lia muito para os meus filhos e todos têm o gosto pela leitura, começou a fazer parte da natureza deles, como fazia parte da nossa: da minha mulher e da minha.

O que o senhor considera mais inusitado em sua biblioteca, algo que desperta um carinho especial? Gosto muito de manuscritos, porque você pode acompanhar o processo de criação literária. Muitos são datilografados, mas você tem as correções que o autor fez manualmente. Os originais são difíceis de se ter, de se conseguir, mas, curiosamente, os livros se encaminham para aqueles que têm o real interesse pela leitura. Mas tem muita coisa e aqui também entra a questão do ciúme. Mas dos livros sobre o Brasil, temos as primeiras edições do século 16, dos primeiros viajantes que aqui estiveram. Do período holandês, temos os livros que foram publicados na época. De literatura brasileira, temos várias primeiras edições dos séculos 17 e 19, muitos exemplares autografados e também temos originais de livros da era pré-computador, em que os escritores escreviam a mão ou a máquina e faziam correções a mão e a gente fica conhecendo o processo de criação literária. Temos originais do Guimarães Rosa, do Graciliano Ramos, do José Lins do Rego e do Erico Verissimo.

As Brasilianas foram doadas à Universidade de São Paulo. O que o senhor espera dessa biblioteca? Ela tem de ser viva! Nós doamos a Brasiliana completa, em torno de 25 mil volumes, mesmo coisas raras e de muita estima, que é mais ou menos metade da biblioteca. Afinal, a gente passa, mas os livros ficam. Fizemos a doação com determinadas condições. A USP está construindo um prédio para receber a biblioteca, que não vai se misturar às outras bibliotecas da universidade, e a ideia é que seja uma biblioteca viva, que cresça, que promova seminários, edições, debates.

O senhor escreveu alguns livros, como Cartas da Biblioteca Guita e José Mindlin (2008), Uma vida entre livros (2008) e No mundo dos livros (2009), entre outros. Como foi passar de leitor a escritor? Escritor seria uma forma meio pretensiosa de dizer, mas escrever é muito gostoso. Comecei a ler muito cedo e com 16 estava na redação de O Estado de S. Paulo. Eu era o mais moço, entrei em maio e fiz 16 em setembro. O pessoal da redação via isso com simpatia, todos eram mais velhos e compartilhavam do meu interesse. Hoje, como não consigo ler, passei a escrever, porque isso eu consigo. Foi uma boa solução."



"Quem não lê, não sabe o prazer que perde."
José Mindlin

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Selinhos

Esse recebi da Aline, do blog Letras de Sonho ,  da Laura, do blog Laurices  e da Gislaine do blog Paraiso da Leitura . Obrigada as três!




Repasso para:

Carla Martins, do blog Leitura mais que obrigatoria ;
Maíra, do blog Nas Entre.Linhas :

Dominique, do Livros, filmes e músicas ;
Adrianne Ogêda, do blog Mevitevendo.

E este recebi da querida Maíra, do blog Nas Entre.Linhas :




Regras: dizer 7 coisas sobre você e repassar para 7 pessoas. Resolvi escrever 7 coisas sobre minha paixão pelos  livros e sobre o vício da leitura:

1 - Tenho muito ciúmes dos meus livros. Meu marido diz que tenho mais ciúmes dos livros do que dele;
2 - Tenho síndrome de abstinência quando não tenho o que ler. Leio bula de remédios, manuais de eletrodomésticos, rótulo de shampoo...o que tiver à mão;
3 - Tenho o péssimo hábito de ler quando estou comendo. E minha filha já aprendeu a fazer isso também;
4 - Adoro ler durante as madrugadas;
5 - Tenho mania de colecionar marcadores de páginas;
6 - Um dos meus sonhos é  ter uma biblioteca com estantes do chão até o teto. E cheia de livros;
7 - E o outro, é um dia ter uma livraria.

Repasso para:

Larissa, do blog Pão e Tulipas ;
Débora, do blog Leitura nossa de cada dia ;
Cecilia, do blog Sobre Leituras e Observações ;
Tábata, do blog Happy Batatinha ;
Nanda, do blog Viagem Literária ;
Camila, do blog Leitora Compulsiva ;
Elis, do blog A Magia Real .

Como responder aos comentários




Gosto muito de ler comentários; é um retorno gostoso de nosso trabalho. Mas nunca sei direito como responder...às vezes a pessoa que comenta não tem e-mail visível, nem endereço de blog...

Então resolvi fazer o seguinte: na medida do possível, responderei aos comentários aqui no blog mesmo ou no blog da pessoa que deixou. Acho que é importante para quem comenta ter um feedback. Eu pelo menos gosto.

É isso..e obrigada a todos que gastam seu precioso tempo deixando comentários no meu blog. São todos bem vindos sempre! E que não deixa também...fiquem à vontade.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Update - Coleção Clássicos Editora Abril



O site  da Coleção Clássicos da Editora Abril já está no ar. A coleção completa:

Volume 1- Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski
Volume 2- Crime e castigo, Fiódor Dostoiévski (os dois volumes vem juntos)

Volume 3- Madame Bovary, Gustave Flaubert

Volume 4- O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde

Volume 5- Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis

Volume 6- A divina comédia – Inferno, Dante Alighieri

Volume 7- Os sofrimentos do jovem Werther, J.W. Goethe

Volume 8- O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha, Miguel de Cervantes

Volume 9- O engenhoso fidalgo D. Quixote da Mancha, Miguel de Cervantes

Volume 10- Hamlet, Rei Lear e Macbeth, William Shakespeare

Volume 11- Ilusões perdidas, Honoré de Balzac

Volume 12- Ilusões perdidas, Honoré de Balzac

Volume 13- Orgulho e preconceito, Jane Austen

Volume 14- O primo Basílio, Eça de Queirós

Volume 15- Moby Dick, Herman Melville

Volume 16- Moby Dick, Herman Melville

Volume 17- O falecido Mattia Pascal, Luigi Pirandello

Volume 18- O homem que queria ser rei e outras histórias, Rudyard Kipling

Volume 19- Os lusíadas, Luís de Camões

Volume 20- A metamorfose, Franz Kafka

Volume 21- Outra volta do parafuso, Henry James

Volume 22- O assassinato e outras histórias, Antón Tchekhov

Volume 23- O morro dos ventos uivantes, Emily Brontë

Volume 24- Mensagem, Fernando Pessoa

Volume 25- Coração das trevas, Joseph Conrad

Volume 26- O vermelho e o negro, Stendhal

Volume 27- Cândido, Voltaire

Volume 28- Os Malavoglia, Giovanni Verga

Volume 29- Os sertões, Euclides da Cunha

Volume 30- Os sertões, Euclides da Cunha

Volume 31- Contos de amor, de loucura e de morte, Horacio Quiroga

Volume 32- Infância, Maksim Górki

Volume 33- Grandes esperanças, Charles Dickens

Volume 34- No caminho de Swann, Marcel Proust

Volume 35- Odisseia, Homero
 
Para quem me perguntou onde vai ser vendido; será em bancas, revistarias, lojas de conveniência, livrarias e supermercados. Além da assinatura completa, dá para comprar os volumes avulsos pelo site da Loja Abril. Acho que não vale a pena porque o frete é muito caro.
Amanhã irei ver se já chegou nas bancas da minha cidade (espero que sim!). Os livros estarão à venda todos os sábados nas bancas.
 
Para esclarecer mais dúvidas, escrever para colecoes@abril.com.br indicando “CLÁSSICOS ABRIL COLEÇÕES” no campo de assunto.
 
Vídeo da propaganda na TV:

Promoção no site Trocando Livros


Era para eu fazer este post ontem, acabei esquecendo...então, só hoje, créditos no Trocando Livros por R$ 9,90.

Para quem ainda não conhece, o  Trocando Livros é um site onde cadastramos livros em bom estado para troca e recebemos um crédito para trocar por livros disponíveis. Quem não tem livro para trocar, pode comprar os créditos, pelo Pag Seguro ou boleto.

Vale a pena, sempre encontro livros esgotados, lançamentos, sempre em bom estado de conservação.
Quem quiser aproveitar, vá até lá e faça a festa..rs..

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Desafio Clarice Lispector - Perto do Coração Selvagem

Enfim terminei o primeiro livro do Desafio Clarice Lispector. Na verdade, foi uma releitura, já que é a terceira ou quarta vez que o leio (ou releio, sei lá...). Como escrevi várias vezes, até agora é o meu livro favorito de Clarice; vamos ver se gosto mais de outro quando conseguir ler todos.

Vamos a sinopse (coisa meio difícil de fazer em se tratando dos livros de Clarice Lispector): A vida de Joana é contada desde a infância até a idade adulta através de uma fusão temporal entre o presente e o passado. A infância junto ao pai, a mudança para a casa da tia, a ida para o internato, a descoberta da puberdade, o professor ensinando-lhe a viver, o casamento com Otávio. Todos estes fatos passam pela narrativa, mas o que fica em primeiro plano é a geografia interior de Joana. Ela parece estar sempre em busca de uma revelação. Inquieta, analisa instante por instante, entrega-se àquilo que não compreende, sem receio de romper com tudo o que aprendeu e inaugurar-se numa nova vida. Ela se faz muitas perguntas, mas nunca encontra a resposta.

Li em algum lugar que Clarice escreveu este livro com 17 anos*. Estou lendo sua biografia (Clarice, - escrita por Benjamin Moser) e ainda não confirmei essa informação. Por enquanto, consta que este foi o seu primeiro livro publicado, em 1943, com 23 anos. Seu primeiro trabalho de ficção, o conto Triunfo, foi publicado em um semanário em 1940. Por aí dá para ter uma ideia do quão cedo ela começou a escrever.

*UPDATE: Acabei de ler na biografia que ela escreveu esse livro em 1942, com 22 anos.
Bem, esse livro me marcou profundamente na primeira vez que li. Vi esse comentário de alguém no Skoob e acho que tem tudo a ver com o que senti quando li o livro: "Há (muitos) momentos na história em que os pensamentos dela são idênticos aos meus, coisas tão únicas, tão íntimas que eu me surpreendo."


É engraçado, pois parece que cada vez que releio, descubro novos trechos que me emocionam. Na primeira vez, estava saindo da adolescência e agora, já estou bem madura..rs..Eu acredito que muitos livros são assim mesmo, nos mostram coisas diferentes, dependendo da nossa idade, ou melhor, maturidade.
 
Este livro é extremamente biográfico. A personagem principal, Joana, assim como muitas criaturas ficcionais, guarda imensa semelhança com sua criadora: as mesmas circunstâncias familiares, a mesma personalidade obstinada, a mesma resistência às convenções.

Certa vez, um entrevistador perguntou à Clarice:

“Até que ponto você é Joana de Perto do Coração Selvagem, uma pessoa lúcida que não se encontra na realidade?”

Ela respondeu:

“Bem, Flaubert disse uma vez: 'Madame Bovary C'est moi'.(Madame Bovary sou eu)”
 
Gosto demais do estilo de Clarice mas acredito que é algo bem pessoal, muita gente estranha seu jeito de escrever; na maioria das vezes, não há uma história com uma sequência linear. Olha que interessante o que ela disse sobre quando começou a mandar seus escritos para publicação:
 
" Eu cansava de mandar meus contos, mas nunca publicavam, e eu sabia por quê. Porque os outros diziam assim: ' Era uma vez, e isso e aquilo...' E os meus eram sensações (o grifo é meu). Eram contos sem fadas, sem piratas. Então, ninguém queria publicar."
 
E "Perto do Coração Selvagem", de um modo geral, é isso mesmo...sentimentos, sensações, pensamentos e questionamentos de Joana, que muitas vezes são nossos também...sobre família, amor, felicidade, filhos,casamento, traição, vida...
 
Meu livro é todo grifado; cada vez que leio, grifo com canetas de cores diferentes. O primeiro livro que tive emprestei para várias amigas e cada uma grifava a parte que gostava e fazia anotações. Pena que esse livro se perdeu...
 
Vou colocar aqui algumas passagens favoritas. Só algumas, pois são muitas..
 
" A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou eu? Bem, isso já é demais."

"É curioso como não sei dizer quem eu sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."
 
" Ser livre era seguir-se afinal."
 
"Não sei não é resposta. Aprenda a encontrar tudo o que existe dentro de você."
 
"Nunca sofra por não ter opiniões em relação a vários assuntos. Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la."
 
"Analisar instante por instante, perceber o núcleo de cada coisa feita de tempo ou de espaço. Possuir cada momento, ligar a consciência a eles, como pequenos filamentos quase imperceptíveis mas fortes. É a vida? Mesmo assim ela me escaparia. Outro modo de captá-la seria viver. Mas o sonho é mais completo que a realidade, esta me afoga na inconsciência. O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo?"
 
"Ninguém sabia que ela estava sendo infeliz a ponto de precisar buscar a vida."
 
"Nunca penetrei no meu coração."
 
"A solidão está misturada a minha essência."
 
Estou lendo os livros de Clarice ao mesmo tempo em que leio sua biografia, o que tem me ajudado muito a entendê-la e entender os livros também. Já comecei a ler o segundo romance publicado, "O Lustre", vai ser a próxima resenha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lançamento Grandes Clássicos - Abril Coleções

"Clássico é aquele livro que nunca acaba o que tem para dizer." Ítalo Calvino (Por que ler os clássicos?)

A Editora Abril está lançando uma coleção com 30 obras fundamentais da literatura mundial em 35 volumes (cinco textos mais longos estão divididos em dois volumes). A coleção será lançada nesta sexta, dia 26/02, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e estará disponível no restante do país a partir de maio.

O primeiro livro da coleção é Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski, cujos dois volumes saem, promocionalmente, pelo preço de um (R$ 14,90). Outros livros: O Vermelho e o Negro (Stendhal), Orgulho e Preconceito (Jane Austen), Dom Quixote (Cervantes), Mensagem (Fernando Pessoa), Hamlet, Rei Lear e Macbeth ( Shakespeare, em um único volume), O Morro dos Ventos Uivantes (Emile Brontë), Os Lusíadas (Camões), Os Sofrimentos do Jovem Werther (Goethe) e muito mais.

Impressos na Itália, com capa dura revestida de tecido e acabamento nobre, os textos contam com apêndices que apresentam a biografia e a obra de cada autor.

O site da coleção (http://www.classicosabrilcolecoes.com.br/) será lançado na sexta-feira também e já é possível fazer a assinatura de toda a coleção pagando em nove vezes.

A Editora Abril já lançou uma coleção semelhante em 2002/2003; eu comprei alguns livros mas não todos e depois me arrependi. Se eu encontrar por aqui, não perderei nenhum, vale a pena.

Recorrendo de novo a Ítalo Calvino: "Os grandes livros não devem ser lidos porque 'servem' para alguma coisa. A única razão que se pode apresentar, é que ler os clássicos é melhor do que não ler os clássicos."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Coleção Damas de Época

Já havia lido em algum blog sobre essa coleção, só não consigo lembrar qual...se a autora do post estiver lendo, por favor se manifeste..rs..
Bem, achei muito fofa essa coleção de bonecas de porcelana da Editora Planeta  DeAgostini. São inspiradas em heroínas de livros famosos. Fui à banca de minha cidade para ver se encontrava alguma e achei essa:


Naná, a dama do livro homônimo de Émile Zola. Achei uma graça, muito bem feita e minha filha amou.  Bem  melhor do que brincar com Barbies, não é? Eu disse que comprei para ela, mas que ela poderia "dividir" comigo..rs..Outras bonecas:

Margarida Gautier (A Dama das Camélias)

Madame Bovary

Anna Karenina


Jane Eyre

Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito)
Constance Chatterley (O Amante de Lady Chatterley)
Emma Woodhouse (Emma)
Elinor Dashwood (Razão e Sensibilidade)
Estella Havisham (Grandes Esperanças)
Fanny Price (Mansfield Park)
Não são lindas?? No site dá para fazer assinatura da coleção, eles enviam desde o começo e não é necessário adquirir a coleção toda. O pagamento é feito por cartão de crédito ou débito bancário e de acordo com as entregas, ou seja, não precisa pagar tudo de uma vez. Quem se interessar em assinar, precisa correr..são os últimos dias. O endereço do site é http://www.planetadeagostini.com.br/

Ah, esqueci de dizer que são 40 bonecas ao todo e cada uma vez com um fascículo falando um pouco sobre bonecas de porcelana, sobre a história da heroína e do livro.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

As Crônicas de Nárnia - Promoção Submarino




Gente, essa é imperdível! Quem ainda não possui a edição única do livro "As Crônicas de Nárnia" de C.S. Lewis não pode perder essa promoção do Submarino: de R$ 97,50 por apenas R$ 10,00 (isso mesmo, só dez reais...corram!!). Super vale a pena.

E tem mais livro bom por essa pechincha, é só procurar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Faça você mesmo - Livro-estante



Achei muito legal esse jeito de guardar livros que saiu na Revista Vida Simples. Instruções:

Você vai precisar de:


• 2 mãos-francesas em L de 15 cm

• 4 parafusos número 6

• 4 buchas número 6

• Furadeira

• Lápis

• Chave de fenda

• Livros capa dura



Passo a passo

Escolha a altura da sua estante-livro e marque com o lápis a posição das mãosfrancesas na parede. Faça os furos com a furadeira nos lugares marcados e coloque a bucha nos furos. Encaixe as mãos-francesas e prenda com os parafusos na parede. O tamanho das mãos-francesas vai depender da quantidade e do tamanho dos livros que você vai apoiar sobre ela.

Bom feriado!

Para quem vai aproveitar o carnaval para se divertir, boa folia!

E para quem vai fazer como eu (fugir do carnaval) e aproveitar para ler muito, boa leitura!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Presente de aniversário antecipado

Ainda falta uma semana para meu aniversário (sim, vai cair exatamente na quarta-feira de cinzas...) mas eu já resolvi me presentear:





Comprei o tão desejado "Alice - Edição Comentada". Faz tempo que estou namorando esse livro; se fosse esperar para ganhar, iria esperar séculos...é muito difícil ganhar livros de presente...engraçado, né? Meu marido raramente me dá livros. Por outro lado, perguntei para minha filha de 6 anos o que ela acha que eu adoraria ganhar e ela sem pensar respondeu: livros! Quem sabe este ano ganho algum...
Então resolvi me dar de presente esse livro, que contém "Aventuras de Alice no País das Maravilhas" e "Através do Espelho", além de centenas de notas de Martin Gardner que comentam e esclarecem artifícios literários, estruturas narrativas, enigmas lógicos e passagens obscuras; todas ilustrações originais de John Tenniel, além de esboços recém-descobertos; introdução situando Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho no contexto da Inglaterra vitoriana; biografia de Lewis Carroll, enriquecida com edições em português; filmografia, com todos os filmes já produzidos sobre Alice e episódio inédito de Através do Espelho - "O Marimbondo de Peruca." (texto retirado da capa do livro)
Algumas fotos do interior do livro:






Como não sei comprar só um livro, aproveitei o frete grátis e adquiri mais um da "Wish list":



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desafio Literário - Fevereiro: As Crônicas de Nárnia

Tema: Contos de fadas revisitados
Mês: Fevereiro
Livro: As Crônicas de Nárnia
Autor: C. S. Lewis
Editora: Martins Fontes
Número de Páginas: 752

Sinopse: A terra fictícia denominada Nárnia, criada pelo escritor Clive Staples Lewis (também conhecido simplesmente como C. S. Lewis ou Lewis), é o espaço onde ocorrem as aventuras de animais que podem falar e onde o bem pode combater o mal.

O livro é sobre: as aventuras de crianças que descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam e ocorrem batalhas entre o bem e o mal.


As Crônicas de Nárnia foram escritas durante o ano de 1949 à 1954, porém foram publicadas durante 1950 à 1956; C. S. Lewis  publicou inicialmente O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa em 1950 sem ter a intenção de produzir uma série de livros. Ao prosseguir escrevendo outros livros, Lewis aproveitou para retomar partes anteriores da história para preencher lacunas deixadas no primeiro livro. Por isso a ordem de publicação não coincide com a ordem cronológica dos eventos que ocorrem nas histórias dos livros. Os livros são os seguintes (ordem cronológica dos eventos que ocorrem ao longo da série): O Sobrinho do Mago; O Leão, A Feiticeira e O Guarda-Roupas; O Cavalo e o Menino; Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; A Cadeira de Prata e A Última Batalha.

Não vou fazer sinopse de cada livro, pois iria tornar o post grande demais. As minhas histórias favoritas são "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupas", "O Príncipe Caspian" e "A Última Batalha". Acho surpreendente como um escritor consegue inventar um mundo todo, tão maravilhoso, e consegue nos transportar para dentro desse mundo. Terminei o livro hoje, depois de dias sem desgrudá-lo e confesso que estou com saudades de Nárnia e seus personagens tão cativantes.

Eu escolhi este livro porque: gosto muito de livros desse gênero, apesar de não ser o meu favorito. Desde que minha filha nasceu, tenho lido mais livros infantis e infanto juvenis. Esse será um livro que apresentarei a ela no momento certo e creio que irá adorá-lo.

A leitura foi: maravilhosa. Como disse anteriormente, foi difícil largar o livro antes de terminá-lo; a leitura realmente me prendeu.

A nota que dou para o livro: 5/5.

Sobre o autor:

C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 – Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho acadêmico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras.




Estátua em memória do autor da série, Clive Staples Lewis, olhando o interior de um guarda-roupa, como no livro O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
Curiosidades:

- Clive Staples Lewis foi uma pessoa convertida ao cristianismo (pelo amigo e também escritor, J. R. R. Tolkien), e que tinha escrito anteriormente, obras relacionadas à teologia e apologética cristã. Porém, ao contrário do que muitos pensam, Lewis não possuía a intenção de empregar conceitos de Teologia Cristã nas histórias ficcionais da série, As Crônicas de Nárnia. Segundo um relato do próprio Lewis sua intenção inicial não era usar temas cristãos, mas estes teriam sido naturalmente incorporados durante o processo de criação. Em todos os romances da série são encontrados, supostamente, fatos relacionados à acontecimentos bíblicos. Entre eles, o mais famoso seria o fato de que muitos cristãos acreditam que o personagem ficcional Aslam, seria uma alegoria à Jesus Cristo.

Eu achei a narração da criação de Nárnia, no primeiro livro, bem semelhante à narração da criação do mundo pela Bíblia. No último livro (não vou contar o final, claro), as referências são bem claras, como as consequências de seguir falsos deuses (no livro, Tash) e abandonar o verdadeiro (Aslam) e o lugar em que todos se reencontram no final também é semelhante a um conceito cristão.


- Uma versão cinematográfica de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, intutulado The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, produzido pela Walden Media e distribuído pela Walt Disney Pictures foi lançado em dezembro de 2005. A Disney produziu uma sequência, The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, lançado em maio de 2008 nos Estados Unidos. O terceiro filme, The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader, irá estrear em 10 de dezembro de 2010.
 
Gosto muito dessa música ( I Can't take it - Imogen Heap), que está na trilha sonora do segundo filme:


 
 
 
 - No Brasil, a série As Crônicas de Nárnia foi editada inicialmente pela ABU Editora e era praticamente desconhecida, até o lançamento do filme The Chronicles of Narnia: The Lion, the Witch and the Wardrobe, que fez com que os livros fossem os mais vendidos no país.


Fonte da pequisa: Wikipedia

Blogagem Coletiva "Não ao plágio"

A blogesfera literária unida vem através desta blogagem coletiva mostrar seu repúdio a aqueles que se utilizam dos textos alheios para se projetar na web.

O mundo virtual dos blogs é um espaço livre, de compartilhamento de ideias e opiniões, mas essa liberdade também deve ser norteada pelos princípios da ética e da camaradagem.

Infelizmente a ética e a camaradagem não têm sido respeitadas por algumas pessoas. Nos últimos dias tivemos conhecimento de que um dos blogs dedicados a falar sobre o universo dos livros o "NOSSOS ROMANCES", foi quase que totalmente copiado. A proprietária (e nós também) vimos que além do layout do blog, vários textos foram simplesmente transplantados de um blog para o outro. A confirmação do plágio se deu a partir da comprovação que as mesmas resenhas publicadas no blog Nossos Romances, estavam publicadas aqui.

As blogueiras têm consciência de quando os textos estão inseridos na internet, há possibilidade de menções e cópias, mas o que não é admitido é ter os nossos textos copiados, sem a nossa autorização ou, pelo menos, um aviso de que o texto será reproduzido. A falta desse aviso é compreendido pelas blogueiras como uma simples cópia com o intuito de aproveitar-se da audiência e/ou sucesso alheio.


O caso do blog Nossos Romances que teve seu template e textos copiados, chegou a tal ponto que até o domínio .com.br foi registrado. A ação é considerada como plágio e a blogosfera literária repudia, abomina e em conjunto vai denunciar essa atitude.

PS. Parece que já retiraram os posts do blog, não consegui por o atalho para o plágio descarado.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quem quer ser um escritor?


Em tempos de Big Brother e A Fazenda, eis um reality show com conteúdo:

O Aprendiz de Escritor - O Reality da Revista Seleções

Quando você pensa em reality show, qual é a primeira ideia que vem à sua cabeça? Se você respondeu “uma reunião de pessoas fúteis que só conversam sobre coisas fúteis”, prepare-se para mudar seus conceitos!


A revista SELEÇÕES dá a você agora a chance de fazer parte de um reality diferente: confinados nas páginas da revista, dez aspirantes a escritor vão tentar mostrar habilidade com as palavras e vencer uma disputa literária! Você pode ser um deles!

Em vez das provas de sorte e resistência física dos realities convencionais, O APRENDIZ DE ESCRITOR desafia seus participantes a escrever textos para conquistar o voto dos leitores! A cada mês, três serão eliminados, até que, finalmente, conheceremos o grande vencedor, que ganhará um notebook para dar continuidade à sua criação literária!

Os dez selecionados ganharão exemplares de livros de Seleções e os três finalistas, um iPhone.

Mais informações no site da revista: http://www.selecoes.com.br/

Se eu tivesse um pinguinho de talento para escrever, faria minha inscrição....

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Sorteio de aniversário



INSCRIÇÕES ENCERRADAS!!


 
No mês de janeiro, este blog completou seis meses de existência. Aproveitando o aniversário (atrasado) do blog e o meu próprio este mês, resolvi presentear minhas queridas(o) leitoras (es) (adoro dar presentes tanto quanto receber). Farei um sorteio diferente - tenho dois kits de livros e as leitoras (es) escolherão qual querem ganhar. São estes:

Kit 1:
Livro "Comer, Rezar, Amar" - Elizabeth Gilbert (edição de bolso)
Livro " A Vida é Bela (La Vie en Rose)" - Dominique Glocheux
Brinde Surpresa


Kit 2:
Livro "Melancia" - Marian Keyes (edição de bolso)
1 Corrupio (caderninho de anotações)
Brinde surpresa


Para participar basta ser seguidor (a), residir no Brasil e preencher o formulário aqui , até o dia 28/02/2010:

O sorteio será no dia 01/03/2010. Participem!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desafio Literário - Fevereiro: Penélope

Tema: Contos de fadas revisitados
Mês: Fevereiro
Livro escolhido: Penélope
Autora: Marilyn Kaye
Ano: 2008
Editora: Record
Número de páginas: 240

Sinopse: Penelope Wilhern tem tudo que uma garota pode querer: uma família abastada e da alta sociedade, um quarto adorável e muitas roupas de estilistas famosos. Mas nem tudo é perfeito e ela tem um problema... Nasceu em uma família amaldiçoada.

Tudo começou com seu tataravô, Ralph Wilhern. Depois de apaixonar-se por uma empregada e engravidá-la, recusou-se a casar com a moça por determinação da família. Desolada, a pobrezinha jogou-se de um poço, despertando a ira de sua mãe bruxa, que prontamente declarou vingança contra a família: a próxima menina nascida na família teria cara de porco e a maldição só seria desfeita quando alguém de sua mesma classe, alguém de sangue azul de verdade, a aceitasse como ela era...

Penélope, é claro, é a primeira mulher da família em gerações. Isolada do mundo, ela agora se vê sujeita a uma seqüência de solteiros esnobes, de sangue azul, na tentativa desesperada de encontrar um marido para acabar com a maldição. Apesar de desejar muito mais da vida, o que uma garota pode fazer quando precisa enfrentar a mãe determinada e sua assecla casamenteira?

A solução para Penelope é fugir de casa em busca de aventuras. Disfarçando sua identidade com um cachecol, ela descobre um mundo maravilhoso, onde a liberdade se desvela diante de seus olhos, abrindo possibilidades que ela nem sabia existir. Fazendo novas amizades em seu percurso, ela descobre a felicidade nos lugares mais inesperados.



O livro é sobre: Apesar de parecer apenas um conto de fadas sobre a mocinha em busca de seu príncipe encantado para livrá-la do feitiço, a história é mais do que isso. É sobre aprender a amar o que é realmente único em nós mesmos.

Eu escohi esse livro porque: vi o filme e achei bonitinho, mas o livro é bem melhor. Foi legal porque já fazia um tempo que havia visto o filme e não lembrava mais do final, que é surpreendente; não vou contar, claro, porque é o melhor da história.
Esse era meu livro reserva mas como aluguei-o acabei lendo primeiro.

A leitura foi: bem prazeirosa. É um livro curto, a história flui bem, não tem muita enrolação.

A nota que dou para o livro: 5/5

Curiosidades: O livro foi adaptado para o cinema com a atriz Christina Ricci como Penelope. A atriz Reese Wittherspoon foi a produtora do filme, além de atuar como atriz (ela é a amiga que Penélope faz quando foge de casa). Achei bem bonito o prefácio que escreveu no livro. Ela diz:
"Os contos de fadas nos explicam quem somos e como devemos viver. É por isso que são tão poderosos."
"Penélope é a história inspiradora de uma menina que ouve o tempo todo, das pessoas mais próximas, que não vale nada. Às vezes permitimos que nossas inseguranças definam quem somos e atrapalhem todas as coisas maravilhosas que poderíamos conquistar. Penélope nos ensina a vencer nossos medos, aceitar de coração aberto as coisas que nos tornam únicos e dar valor à nossa individualidade."

Trailler do filme:




É um livro muito bom para adolescentes, que muitas vezes possuem baixa estima e não se aceitam como são.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Livros lidos - Janeiro


Consegui ler bastante nesse mês; creio que de fevereiro em diante será mais difícil, por causa da volta às aulas. Mas no carnaval talvez dê para ler mais. Eis a lista:


1- As virgens suicidas - Jeffrey Eugenides
2 - Não somos racistas - Ali Kamel
3 - Como um romance - Daniel Pennac
4 - Um bonde chamado desejo - Tenneesee Williams
5 - O símbolo perdido - Dan Brown
6 - A rainha do castelo de ar - Stieg Larsson
7 - As horas - Michael Cunningham
8 - O casamento - Nicholas Sparks
9 - O segredo de Brokeback Mountain - Annie Proulx
10 - Julie & Julia - Julie Powell
11 - O solista - Steve Lopez
12 - O salão de beleza de Cabul - Deborah Rodriguez
13 - Lembra de mim? - Sophie Kinsella
14 - Os filhos do imperador - Claire Messud
15 - Penélope - Marilyn Kaye (esse é do desafio do mês de fevereiro, já adiantei)

Espero conseguir manter esse ritmo para chegar (e até ultrapassar) aos cem livros lidos no final do ano. Vamos ver..