quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Desafio Literário - Janeiro Livro Reserva




Tema: Romance de Banca
Mês: Janeiro
Livro Reserva: Um Bonde Chamado Desejo
Autor: Tennessee Wiliams
Editora: L&PM
Número de Páginas: 158




Sinopse: Um bonde chamado Desejo é o retrato de uma sociedade decadente, personificada por Blanche DuBois, uma bela mulher que volta para a casa da irmã por não ter mais para onde ir. À beira da loucura, traumatizada e sofrida, ela entra em confronto com o mundo rude e viril do cunhado, Stanley Kowalski. Essa tensão, estabelecida entre o refinamento e a brutalidade, mostra uma família em ruínas num mundo conflituado, sem lugar para o amor e para a sensibilidade.

O livro é sobre: Ilusão versus realidade. O tema central diz respeito à protagonista, Blanche Dubois, que não está preparada para aceitar sua nova realidade. Blanche sai de Mississipi, pega um bonde chamado "Desejo" e vai morar com o casal em New Orleans. Imensamente pobre depois de perder todo o seu dinheiro, traz em sua mala todos os pertences de uma vida, além de cartas de um homem imaginário, uma espécie de príncipe, que viria lhe buscar.

Blanche aparenta ser uma mulher sensível, refinada, e acima de tudo, frágil. Stanley fica desconfiado e investiga a vida da cunhada descobrindo terríveis verdades. Não irei contar o que ele descobre para não entregar toda a história.


Eu escolhi este livro porque: Havia visto o filme muito tempo atrás e fiquei com vontade de ler o livro.

A leitura foi: muito gostosa; nunca havia lido uma peça de teatro e achei bem diferente. A leitura fluiu muito bem.

A nota que eu dou para o livro:  5 (de 1 a 5)



Sobre o autor:


Tennessee Williams, pseudônimo de Thomas Lanier Williams (Columbus, 26 de março de 1911 — Nova Iorque, 25 de fevereiro de 1983) foi um dramaturgo estadunidense, ganhador de muitos prêmios.


Williams foi o vencedor do Prêmio Pulitzer por A Streetcar Named Desire em 1948 e por Cat on a Hot Tin Roof em 1955 .Essas duas peças foram filmadas, com grande sucesso, por Elia Kazan, com quem Williams tinha boas relações, e por Richard Brooks. Ambas fazem referência a elementos tais como homossexualismo, instabilidade mental e alcoolismo.

Curiosidade (mórbida)
Williams morreu após ter se engasgado com uma tampa de garrafa em seu quarto no Hotel Elysee, em Nova York. O relatório policial, entretanto, sugeriu que o uso de drogas e de álcool contribui para sua morte. Drogas como barbitúricos e álcool foram encontradas em seu quarto, o que pode ter diminuído seus reflexos.


O livro foi adaptado para o teatro em 1947, com os atores Marlon Brando e Jessica Tandy nos papéis principais. Em 1951, Elia Kazan dirigiu o filme “A Streetcar Named Desire”, com Marlon Brandon novamente como Stanley e  Vivien Leigh como Blanche. Por esse papel, Vivian recebeu o Oscar de melhor atriz. O vídeo abaixo é uma das mais famosas cenas do filme:



PS: Não imagino o porquê do título do filme em português ser "Uma rua chamada pecado".

Outra curiosidade: Há a possibilidade da personagem de Blanche ter se baseado na história da irmã de Tennessee, Rose Williams, que tinha problemas mentais e foi submetida a uma lobotomia

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Solista - Steve Lopez


 "Nathaniel Ayers tinha perdido o seu caminho. Ele estava prestes a receber uma segunda chance."


Sinopse: A caminho de casa, o jornalista Steve Lopez é atraído por uma bela canção de Beethoven; quem está tocando é Nathaniel Ayers, um morador de rua e ex- aluno da Juilliard, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo. A forte pressão da escola, os problemas familiares e os surtos cada vez mais frequentes o levaram a abandonar o curso. Diagnóstico: esquizofrenia.


Lopez resolve parar e puxar conversa, enxergando na história deste brilhante e conturbado músico a possibilidade de uma boa matéria para a sua coluna no jornal Los Angeles Times. Este é o início de uma curiosa amizade, que marca para sempre a vida dos dois.
 
Quando Lopez conhece Nathaniel na rua, o músico está muito perturbado e solitário. Sua única companhia é um carrinho de supermercado com diversos objetos que coleta nas caminhadas por Los Angeles. Mas esse encontro com o jornalista pode ser o início de uma segunda chance. Fascinado com o talento musical de Nathaniel, Lopez se envolve cada dia mais com sua vida. A primeira coluna que escreve sobre ele rende muitos comentários dos leitores, além de várias doações de violinos e violoncelos. O jormalista decide então, contribuir com o tratamento do sem-teto. Mas essa não é uma tarefa simples.
 
Nathaniel resiste ao tratamento, se nega a sair da rua e tomar medicação. Boa parte do livro narra as tentativas Lopez ajudá-lo, fracassando na maioria das vezes. A amizade entre os dois se fortalece a cada dia; o músico passa a confiar mais no jornalista, mas com o passar do tempo Nathaniel mostra um lado sombrio que Lopez ainda não conhecia. Apesar de conseguir colocá-lo em um apartamento cedido por um centro de ajuda aos sem-tetos, ele ainda resiste a medicação e tem frequentes crises de alucinação.
 
Com os avanços e retrocessos de Nathaniel, Lopez compreende que não é só o músico que está mudando: sua própria vida se transformou de maneira inesperada.
 
 

Nathaniel e Lopez no programa "60 Minutes"
 
Um trecho do livro:
"Nunca tive um amigo que vivesse numa esfera tão espiritual quanto o sr. Ayers e sei que, pela sua coragem, humildade e fé no poder da arte - com sua capacidade de encontrar felicidade e  propósito -, ele despertou algo em mim. Ele é uma das razões por que pensei seriamente em deixar uma atividade, envolvido pela revolução, e é a razão por que cheguei à conclusão de que  jamais serei feliz fazendo algo que não seja contar histórias. Ele apagou meu mal-estar profissional e me mostrou a dignidade de ser fiel àquilo em que se acredita, e não é exagero dizer que esse homem que esperei salvar, fez tanto por mim quanto eu por ele."
 
Este é um livro que nos faz sentir leves, ter mais fé nas pessoas e  esperança por um mundo muito mais humano.
 
 
O livro foi adaptado para o cinema, com Robert Downey Jr. no papel de Steve Lopez e Jamie Foxx como Nathaniel. Tentei colocar o trailler do filme, mas não consegui acessar o site do You Tube. Quem se interessar, já havia postado aqui .
Mais informações sobre o filme no site http://www.osolista.com.br/

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Julie & Julia - Julie Powell




Sinopse: "Best Seller internacional e vencedor do primeiro Blooker Prize (que premia livros baseados em blogs), Julie & Julia é uma história de desafios e superação, de risos e lágrimas, de uma mulher moderna lutando para colocar ordem em sua atribulada vida. Prestes a completar 30 anos, insatisfeita com o emprego de secretária de uma repartição pública e sufocada pela pressão crescente para ter um bebê, Julie sentia-se incapaz de dar rumo diferente a sua vida. Para piorar um pouco mais, foi obrigada a se mudar com o marido para uma quitinete num bairro afastado, a quilômetros de distância do trabalho e dos amigos. Parecia mesmo um beco sem saída. Porém a solução estava no lugar mais improvável: no velho livro de receitas guardado na cozinha de casa da mãe. Meio por acaso, Julie se surpreende experimentando a primeira receita de Mastering the Art of French Cooking. Dado o primeiro passo, ela decidiu seguir adiante e enfrentar o desafio de fazer as 524 receitas contidas no clássico de Julia Child (uma das mais importantes apresentadoras de programas de culinária na TV norte-americana), em apenas um ano - e escrever um blog relatando a façanha."

Julie começa o livro contando das duas vezes que vendeu seus óvulos porque estava sem dinheiro para pagar as contas; logo em seguida fala do desespero que sente ao perceber que iria fazer 30 anos, sem filhos, infeliz no emprego e sem ter realizado nada de importante na vida. Um dia, quando estava passando uns dias na casa de seus pais, vê o livro de Julia Child e voltando para sua casa, resolve preparar uma de suas receitas. Então, tem a brilhante ideia de preparar todas as receitas do livro no período de um ano e narrar sua aventura em um blog.

O livro é divertidíssimo! Julie é desbocada, fala palavrão a todo tempo (quando escrevia o blog, recebia inúmeras reclamações por causa disso), atrapalhada, não muito higiênica (dá até nojo quando ela descreve sua cozinha depois de preparar os pratos).
Eu jamais escolheria cozinhar, se resolvesse fazer algo radical, pois sou uma negação na cozinha e realmente não gosto de cozinhar. Acho que apesar de ser muito desastrada, Julie pelo menos curtia cozinhar. E que receitas difíceis!! Uma trabalheira só...Gostei muito das conclusões que ela chega ao terminar o desafio:

"Julia me ensinou o que é preciso para encontrar o seu caminho no mundo. Não é o que eu pensava. Achava que tudo fosse uma questão de...não sei, de convicção, força de vontade ou sorte. Tudo isso é muito importante, sem dúvida, mas há algo mais, algo do qual brotam todas essas coisas. Alegria."

"Levei muito tempo para entender isso, mas o que realmente me atraiu no livro Mastering the Art of French Cooking  foi o aroma profundamente entranhado de esperança e descoberta da realização contido nele. Eu achava que eu usava o Livro para aprender a preparar comida francesa, mas na verdade eu aprendia a descobrir a porta secreta das possibilidades."

Depois do sucesso do blog, resolveu escrever um livro contando sua experiência. Após o lançamento do livro, sua vida virou de cabeça para baixo. Arrebatada pelo sucesso, acabou se separando do marido, passou um ano isolada em um pequena cidade no estado de Nova York, onde aprendeu o ofício de açougueira. Após esse período, se reconciliou com o marido e escreveu outro livro: "Cleaving: a story of marriage, meat and obsession (previsto para ser lançado no Brasil ano que vem). Hoje em dia, escreve um livro de ficcção e continua cozinhando.

Nesse video, a crítica de cinema da revista Veja, Isabela Boscov, fala sobre o filme inspirado no livro, lançado ano passado:



Domingo passado, Meryl Streep ganhou o Globo de Ouro pela interpretação de Julia Child em Julie & Julia.

Primeira loucura consumista do ano

Cheguei de viagem depois do Ano Novo e já fiz minha primeira compra de livros do ano...como sempre, nunca me satisfaço com um livro apenas (pareço minha mãe comprando sapatos...) e comprei quatro:






Já li Julie & Julia, logo postarei  a resenha. Agora, eu prometo: livros só no mês que vem....(essa eu quero ver se consigo cumprir).

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson


Sinopse


"Último volume da trilogia Millennium, A Rainha do Castelo de Ar reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página.

Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto russo, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander - na época com apenas doze anos - num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como uma psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez - ao que parece - para sempre.


Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes. "
 
Enfim, o final da Trilogia Millenium. Nossa, que livro longo...achei o começo um pouco cansativo, principalmente a parte dos espiões e política sueca; confesso que pulei uns pedaços. Também fiquei confusa com tantos nomes, já nem sabia mais quem era o bandido tal ou o policial, tantos nomes diferentes.Demorei um pouco para ler o terceiro livro, então não lembrava alguns detalhes do segundo, conforme fui lendo, fui lembrando. Mas é um livro muito bom, prende nossa atenção até o final. O julgamento de Lisbeth é a parte mais emocionante, pena que ficou para o final a melhor parte.
 
Infelizmente, a saga de Lisbeth terminou mesmo, pois o escritor faleceu logo após o lançamento dos livros. É uma pena, pois era muito talentoso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Desafio Clarice Lispector




Depois ver ver e participar de tantos desafios literários pela blogosfera, fiquei inspirada e resolvi criar um também: o Desafio Clarice Lispector. Resolvi ler todos os livros publicados em ordem cronológica. É um pouco parecido com o projeto Agatha Christie da Tábata, do Happy Batatinha .

Não vou colocar nenhum prazo, pois são muitos livros e eu não tenho a maioria; terei que comprá-los aos poucos (sempre quis adquirir vários, então será uma bela oportunidade). Já comecei a ler o primeiro - Perto do Coração Selvagem, aliás, relê-lo, pois é o meu favorito e já li muitas vezes.

A lista completa é a seguinte:

1943 - Perto do Coração Selvagem (Romance)
1946 - O Lustre (Romance)
1949 - A Cidade Sitiada (Romance)
1960 - Laços de Família (Contos)
1961 - A Maçã no Escuro (Romance)
1964 - A Legião Estrangeira  (Contos)
1964 - A Paixão Segundo G.H. (Romance)
1967 - O Mistério do Coelho Pensante (Infantil)
1968 - A Mulher que Matou os Peixes (Infantil)
1969 - Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (Romance)
1971 - Felicidade Clandestina (Contos)
1973 - Água Viva (Romance)
1974 - Onde Estivestes de Noite (Contos)
1974 - A Via Crucis do Corpo (Contos)
1974 - A Vida Íntima de Laura (Infantil)
1975 - De Corpo Inteiro (Entrevistas)
1977 - A Hora da Estrela (RomancContos e)
1978 - Para Não Esquecer (Crônicas)
1978 - Um Sopro de Vida (Romance)
1978 - Quase de Verdade (Infantil)
1979 - A Bela e a Fera (Contos)
1987 - Como Nasceram as Estrelas (Infantil)
2002 - Correspondências (Cartas)
2004 - Aprendendo a Viver (Crônicas)
2005 - Aprendendo a Viver Imagens
2005 - Outros escritos
2006 - Correio Feminino (Crônicas)
2007 - Entrevistas
2007 - Minhas Queridas (Cartas)
2008 - Só para Mulheres (Crônicas)
2008 - A Descoberta do Mundo (Crônicas)
2009 - Clarice na Cabeceira (Contos)
Retirada do site Clarice Lispector .


Este desafio pode ser desmembrado em vários; quem não quiser ler todos, pode ler só os livros de contos, ou só os romances...vai de acordo com o gosto de cada um. Quando terminar a leitura de cada livro, postarei uma resenha. Quem quiser participar, é só deixar o nome nos comentários. Se quiser divulgar, peguem o banner ao lado. Participem! Clarice não é muito fácil de ler, mas é maravilhosa. Vamos tentar decifrar o mistério da esfinge: "Vi a esfinge mas não a decifrei. Mas ela também não me decifrou".(Frase de Clarice)

PS. Terei muita dificuldade para ler "A Paixão segundo G.H.". Quem sabe a história do livro saberá do que estou falando, quem não sabe, me pergunte...só uma dica: tem a ver com baratas...



terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Símbolo Perdido - Dan Brown



Já vi milhões de resenhas sobre esse livro nos blogs, por isso não vou me aprofundar. Para quem não sabe nada sobre ele, eis a sinopse:

Depois de ter sobrevivido a uma explosão no Vaticano e a uma caçada humana em Paris, Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas.


Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo.

Mal'akh, o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo.


Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian.

Neste labirinto de verdades ocultas, códigos maçônicos e símbolos escondidos, Langdon conta com a ajuda de Katherine, irmã de Peter e renomada cientista que investiga o poder que a mente humana tem de influenciar o mundo físico.

O tempo está contra eles. E muitas outras pessoas parecem envolvidas nesta trama que ameaça a segurança nacional, entre elas Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Como Langdon já aprendeu em suas outras aventuras, quando se trata de segredos e poder, nunca se pode dizer ao certo de que lado cada um está.

Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em O Símbolo Perdido, ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, os desafiando a abrir a mente para novos conhecimentos.




Gostei muito do livro; muitos criticam Dan Brown dizendo  que seus livros são todos iguais (meu pai disse isso sobre O Símbolo Perdido) ou que é uma literatura descartável. Eu adoro as histórias dele, são bem criativas (às vezes um tanto quanto "viajantes") e ele deve ter um trabalho enorme de pesquisa, sempre é tudo tão detalhado...
É um livro gostoso de ler, não é cansativo. E adorei o final, para mim foi surpreendente; tem muitos livros de suspense que na metade da história a gente já consegue descobrir o final. Esse não, dá uma reviravolta e tanto.

PS: Estou passando uns dias na casa dos meus pais e aqui parece que a internet é movida a lenha...lennnnnntaaa demais! Na medida do possível, vou postar e acompanhar blogs amigos, mas está bem difícil. Semana que vem volto ao normal.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Clarice na Cabeceira


Já havia escrito um post quando vi o lançamento deste livro aqui ; quando viajei, entrei em uma Livraria LaSelva no aeroporto e não resisti: acabei comprando apesar do preço estar bem mais caro que na internet.

Sinopse:

"Este é um livro de contos selecionados por leitores. Cada conto é acompanhado de um texto onde eles revelam o quanto as palavras de Clarice Lispector têm repercutido em suas vidas.
'Escrevi livros que fizeram muitas pessoas me amar de longe', afirmou certa vez a autora.'Clarice na Cabeceira' é uma prova disso." (Texto retirado da "orelha" do livro)

Gostei muito; alguns contos já havia lido, outros foram inéditos para mim. Os meus favoritos: Felicidade Clandestina, Amor, A fuga, Feliz Aniversário e A imitação da rosa. Muito interessante o texto de Maria Bethania na apresentação do conto escolhido:

"Não posso fazer um texto sobre Clarice. Minha admiração por ela e pelo trabalho dela, sua obra, me obriga a reconhecer que não sou capaz de comentar o que for sobre sua obra."

Concordo plenamente.

PS. Depois de ver por aí nos blogs vários desafios, estou bolando um sobre Clarice Lispector. Logo irei postar.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desafio Literário - Janeiro

O tema de janeiro do Desafio Literário é romance de banca. Nunca tive o costume de ler esse tipo de livro; como vi nas regras que também estavam incluídos pockets books, como da Editora L&PM, resolvi ler alguns que já tinha em casa. O escolhido foi "As Virgens Suicidas" e o reserva, que já estou lendo, "Um Bonde chamado Desejo."





Sinopse: As virgens suicidas é o primeiro romance de Jeffrey Eugenides, autor que foi saudado como uma das grandes vozes da literatura jovem norte-americana. O livro conta uma história cruelmente divertida, mas nem por isso triste: no período de um ano, cinco jovens irmãs cometem suicídio, o que marca para sempre a vida de um grupo de meninos vizinhos Estes meninos, obcecados pelas mortes, chegam  à meia-idade com um museu de evidências, que vão de diários a roupas das garotas. Mas, mesmo depois de vinte anos, estes homens ainda encontram dificuldades para compreender aquelas almas femininas. Apresentando uma espécie de tragédia grega passada num subúrbio americano dos anos 70, Jeffrey Eugenides mistura horror, mistério e humor para retratar a perda da inocência.

O livro começa com a tentativa de suicídio frustrada da mais jovem das irmãs Lisbon, Cecilia, de 13 anos, que tenta se matar cortando os pulsos na banheira. Muito interessante a resposta de Cecilia ao psiquiatra que pergunta o porquê da tentativa de suicídio: " O senhor, obviamente, nunca foi uma garota de 13 anos." Este ato, aparentemente inexplicável, muda tudo. Os pais são extremanente puritanos e tradicionais; aconselhados por um psiquiatra,  decidem proporcionar mais liberdade às filhas, dando uma festa e convidando os garotos do bairro. Nesta festa, Cecilia tenta o suicidio novamente e desta vez, com sucesso.

A partir daí, todos tentam entender o que levou Cecilia ao suicidio; os meninos passam a vigiar a casa dos Lisbon, registrando cada passo das irmãs restantes. As meninas se tornam cada dia mais reclusas, nem à escola vão mais.

Uma frase da avó grega de um dos meninos resume bem o espírito do livro: "Nunca consegui entender na América é por que todo mundo finge ser feliz o tempo inteiro. " O que acontece é que ninguém fala sobre o que aconteceu (o suícídio de Cecilia): nem os pais com as filhas, nem os professores com alunos na escola, nem os vizinhos. Talvez o diálogo possa ter evitado o final trágico.

Gostei muito desse livro, apesar do tema pesado, não é um livro triste. Em 1999, o romance foi adaptado com grande sucesso para o cinema por Sofia Coppola, em seu elogiado longa de estréia. Muito lindo o filme, delicado como o livro. A trilha sonora, do duo francês Air, é maravilhosa.
Trailler do filme:





Sobre o autor:



Jeffrey Eugenides nasceu em Detroit, nos EUA, em 1960. O seu primeiro romance, "As virgens suicidas", foi publicado em 1993 com grande sucesso, tendo sido traduzido para 15 idiomas. Com o segundo livro, "Middlesex", Eugenides ganhou o Pulitzer e o Circle Award em 2003, além de ter sido nomeado para o National Book Award e o Lambda Literary Award. Os seus contos já ocuparam as páginas de publicações como The New Yorker, The Paris Review,The Yale Review, Best American Short Stories e Granta's Best of Young American Novelists, entre outras.



Video com uma entrevista com Jeffrey sobre o relançamento do livro "As Virgens Suicidas"


As Virgens Suicidas - The Virgin Suicides
Autor - Jeffrey Eugenides
Ano - 1994
Tradução - Marina Colasanti
Páginas - 206
Editora - L&PM

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ganhei um sorteio!!!



Queria muito ler esse livro, já havia participado de muitos sorteios que dariam ele como brinde...e voltando de viagem, ao abrir meu email, a ótima surpresa: ganhei - o no sorteio do blog Livros, Bate Papo e Cia da fofa Lilian. Fiquei super feliz!! Não vejo a hora de começar a leitura. Obrigada, Lilian!

Agradecimento


Gostaria de agradecer todos que deixaram mensagem de boas festas. Agradeço especialmente a Deze, Nanda, Juliana Marton, Luka, Cris Vieira, Cecilia Nery, Carla Martins, Maraiza, Kézia Lobo, Paulinha,  Celsina, Ana Maria, Julio Almeida, Rê, Larissa, Juliana Steffens e às meninas do blog O que elas estão lendo. Muito obrigada e um grande beijo!




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Feliz 2010




Reinauguração - Carlos Drummond de Andrade

Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,

entre a desmistificação e a expectativa,

tornamos a acreditar, a ser bons meninos,

e como bons meninos reclamamos

a graça dos presentes coloridos.



Nossa idade - velho ou moço - pouco importa.

Importa é nos sentirmos vivos

e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza,

a exata beleza que vem dos gestos espontâneos

e do profundo instinto de subsistir

enquanto as coisas ao redor se derretem e somem

como nuvens errantes no universo estável.



Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos os olhos gulosos

a um sol diferente que nos acorda para os descobrimentos

Esta é a magia do tempo

Esta é a colheita particular

que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,

no acreditar na vida e na doação de vivê-la

em perpétua procura e perpétua criação.

E já não somos apenas finitos e sós.



Somos uma fraternidade, um território, um país

que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro

e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.

 
Desejo que cada um de nós reinaugure 2010 com muita paz, amor e felicidade.