sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um Hotel na Esquina do Tempo - Jamie Ford


"Um romance atualíssimo sobre o estrago causado pela guerra. Por todas as guerras. (Garth Stein)

Sinopse:
Ambientado nos Estados Unidos, em uma época que o mundo sofria as conseqüências da Segunda Guerra Mundial, 'Um hotel na esquina do tempo' é um romance sobre compromisso e esperança. O poder da generosidade e do perdão mostra que o amor pode vencer qualquer obstáculo.

De família chinesa tradicional, Henry Lee viveu os anos 40 numa mistura de confusão e euforia, quando seu pai, obcecado com a guerra na China, decidiu criá-lo como norte-americano. Bolsista em uma escola onde era o único estrangeiro e por isso sofria muito preconceito, ele conhece Keiko Okabe, uma jovem nipo-americana. Em meio ao caos dos cortes de energia, dos toques de recolher e das batidas do FBI, os dois criaram um vínculo de amizade - e de amor inocente - que transcendia os preconceitos de longa data entre seus ancestrais do Oriente.

Esse livro me chamou atenção primeiramente pelo título; achei lindo e extremamente poético. Lendo a resenha, fiquei ainda mais interessada. E não me arrependi. A história é maravilhosa e emocionante. Gosto muito de romances onde os protagonistas lutam contra preconceitos, seja de raça, classe social, idade, etc.
Henry sofre preconceito por todos os lados; os garotos chineses o chamam de "diabo branco", ofensa dirigida aos brancos, já que seu pai tenta inseri-lo na cultura americana colocando-o para estudar em uma escola tradicional americana. Por outro lado, o faz usar um button dizendo "sou chinês", para diferenciá-lo dos tão odiados japoneses, que na época lutavam ao lado dos alemães na guerra e também atacavam a China.

No meio disso tudo, Henry fica sem saber a que mundo pertence. É quando conhece Keiko, que é americana mas de origem japonesa e também sofre preconceito como ele. A amizade nasce e cresce em meio às turbulências; Henry tem muito medo que seus pais descubram, eles jamais permitiriam essa amizade. Quando a família de Keiko é mandada para um campo de confinamento, ele faz de tudo para visitá-los e pela primeira vez enfrenta seus pais. Promete que irá manter contato e que irá esperá-la, mesmo que a guerra demore para terminar. Infelizmente, eles acabam se distanciando, mas ele nunca a esquece totalmente.

No livro, a história começa com Henry já adulto e viúvo e com um filho. No início, sabemos que ele se casou com outra mulher e no decorrer da história, vamos entendendo como tudo ocorreu. O que dá início à busca por Keiko é a reabertura de um famoso hotel, que ficava  na entrada do bairro japonês em Seattle, cidade em que se passa o romance. Com a saída dos japoneses para os campos de trabalhos, eles acabam deixando muito de seus pertences nesse hotel. Henry vasculha os pertences abandonadas à procura de alguma pista deixada pela família Okabe, com a ajuda de seu filho e de sua futura nora.

Fiquei muito comovida com o sofrimento que os japoneses passaram nesse período nos Estados Unidos. Deve ser bem difícil conviver com pessoas cujos países lutam em lados diferentes em uma guerra, mas nada justifica o tratamento dado a eles, além do mais, eram cidadãos norte-americanos e tiveram que deixar uma vida toda para trás para serem prisioneiros dentro de seu próprio país.

Gostei muito do livro, é uma história linda sobre amor, preconceito, relacionamentos complicados entre pais e filhos e, sobretudo, sobre esperança.

"- Não se preocupe, ela acaba voltando. Não perca a fé. Continue escrevendo. Tempo e espaço não são coisas fáceis de lidar, acredite em mim. (...) O relacionamento humano é um negócio difícil, difícil de ser cultivado. Mas não desista. Alguma coisa de bom vai sair daí. No final, acaba dando tudo certo, você vai ver.
- Eu gostaria de ter a  mesma esperança que você - disse Henry.
- Esperança é tudo o que tenho. A esperança faz a gente acordar de manhã."

(Diálogo entre Henry e seu amigo Sheldon, um músico negro, que também sofre preconceitos, um dos personagens mais cativantes do livro).

Sobre o autor: Jamie Ford é bisneto do pioneiro da mineração Min Chung, que em 1865 saiu de Kaiping, na China, para São Franscisco, nos Estados Unidos, onde adotou o nome ocidental "Ford". Criado nos arredores do bairro chinês de Seattle, Jamie Ford vive em Montana com a mulher e os quatro filhos. Seu livro já foi traduzido para 17 línguas e figurou nas principais listas de best-sellers dos Estados Unidos.

17 comentários:

  1. Nem li a resenha. hehehe! Pq quero mto ler esse livro, mas devido a facu tenho deixado um monte de livros de lado. Aff. Mas prometo vir comentar de novo assim que eu lê-lo. Mas vi que você gostou pelos comentários que fez embaixo. Ahhhh, socorrroooo, são muitos livros bons.

    Desculpe pelo sumiço. Eu estava em época de provas na facu.

    Bjjjs.

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  2. Oi, Dominique
    Eu tb estava em período de provas...acabei e já comecei a devorar livros...rs..leia esse, é lindo demais! Bjs e fico feliz que voltou a comentar

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  3. Adorei a capa do livro, é lindíssima!

    bjinhos e um ótimo fim de semana
    :)

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  4. Oi, Eclética
    Eu esqueci de comentar sobre a capa do livro, tb achei maravilhosa..bjs e ótimo fds para vc tb

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  5. Excelente a resenha, o nome dele ficou lindo mesmo, eu também gosto muito desse tipo de história ... sobre preconceito e outros. Talvez você goste de Jogo-da-Velha da Malorie Blackman, achei que era um livro mais infantil e me surpreendeu a profundidade e emoção da história que também é sobre preconceito e a busca por tolerância.

    :)
    Bjuss

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  6. Gostei da resenha, quero muito ler este livro.

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  7. Oi Lia, me deu vontade de ler! O título é lindo mesmo e só pelo fato de se passar na época da segunda guerra, já me interessou. Mais um pra minha listinha que já deve ter uns 30...vão ter que esperar a situação melhorar, beijinhos.

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  8. Amei o resumo desse livro, de verdade. vai pra minha lista do Skoob AGORA! :)

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  9. Gostei desse livro, assim que possível vou ler também.
    Parabéns pelo seu blog Lia, gosto muito de passar por aqui sempre encontro ótimas dicas!!
    Bom fim de semana.

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  10. sempre quando vejo esse livro na livraria me da uma vontade de comprar, mas acho que nao vou gostar muito da história, nao sei porque D:
    estou te seguindo!
    Abraços!

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  11. Lia,

    Vou comprar esse livro assim que voltar de Sp.
    A vida durante a guerra foi complicada mesmo, o odio que os coreanos sentem pelos japoneses e muito antigo, e uma historia de amor desse tipo deve ser cativante.

    Beijos.

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  12. Amei a resenha e fiquei com um gostinho de ler o livro bjus flor!
    Ah!to te seguindo

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  13. Oi Lia...
    Eu tinha visto esse livro na livraria folheie, de larguei, mas agora que vc deu o ok....vou colocá-lo na fila....
    Um bjo
    Cynthia

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  14. Oi, Claudia
    Obrigada pelo elogio; anotei sua dica, vou procurar por esse livro..bjs

    Oi, Mosteiro da Palavra
    obrigada pelo elogio e pela visita.

    oi, Glorinha
    Leia qdo puder, é muito lindo mesmo..bjs

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  15. Oi, Fernanda
    Vale a pena ler, a história é ótima!

    Oi, Rê
    Obrigada pela visita, volte sempre!

    Oi, Lucas
    Quem gosta de romance em tempos de guerra irá gostar desse livro. Obrigada pela visita.

    Oi, Marcello
    Compre sim...passeando por SP, hein? Que gostoso..bjs

    Oi, Maria Angélia
    Obrigada, volte sempre! Bjs

    Oi, Cynthia
    Obrigada pela confiança...garanto que vai adorar..bjs

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  16. Eu não conhecia esse livro, mas fiquei muito interessada na história! Gosto muito de livros que abordam a questão da guerra, dando foco nas pessoas e no tanto que a guerra afeta suas vidas, direta ou indiretamente! O livro deve ser emocionante!
    Adorei a dica, vou colocar na minha lista!
    Beijos
    Camila

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  17. Lia estou lendo esse livro e amando, é daqueles que prende a nossa atenção por completo. ainda não terminei e já estou com saudade. como vc também gostaria de morar em uma livraria, os livros fazem parte da minha vida desde sempre. amei o seu blog, estou seguindo.
    Visite o meu tbm.
    Abraço.

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