sábado, 5 de junho de 2010

Frenesi Polissilábico - Nick Hornby



Sinopse

Assistir a programas de televisão, shows e competições esportivas muitas vezes pode trazer um prazer inenarrável, e acabar por substituir, sem culpa e hipocrisia, a leitura de um bom livro? A compulsão por comprar livros pode abarrotar o apartamento... e só? Afinal, com que velocidade pode-se ler tanto em tão pouco tempo? E a chegada de um bebê pode atrapalhar o exercício da leitura? Não para o britânico Nick Hornby, para quem a leitura vence qualquer grande batalha. Se houvesse uma luto de boxe entre a literatura e qualquer outra forma de arte, ele não hesitaria em apontar o vencedor. O autor torce por seus escritores prediletos com o mesmo entusiasmo com que vibra pelo Arsenal, seu time de futebol. Frenesi polissilábico – O diário de Nick Hornby: um leitor que perde as estribeiras, mas nunca perde a esperança, é uma mistura bem humorada de diário, roteiro, bate-papo, resenha e ensaio, Hornby elogia sem parecer condescendente e critica sem soar arrogante. Em quase trinta colunas mensais publicadas originalmente na revista The Believer, o autor  demonstra verdadeira paixão pelos livros e revela que é possível, sim, conciliar o prazer da leitura com a atribulada vida moderna.

Este livro me fisgou pela sinopse, mas infelizmente, não é tudo o que esperava. Gosto muito do autor, já li Alta Fidelidade (adoro!), Como Ser Legal, 31 Canções e assisti filmes inspirados em Febre de Bola e Um Grande Garoto. Li em várias resenhas que este é um livro para quem gosta muito de ler e além disso, gosta de ler livros sobre o prazer da leitura. Um dos pontos fracos é que a maioria dos livros citados não foram publicados no Brasil. Acho que de todos os autores que cita, conheço uns dez ou vinte dos que ele leu, li somente um (Na Natureza Selvagem - Jon Krakauer, um dos meus livros favoritos, por sinal).

Achei legal ele ter feito uma lista no início de cada capítulo dos livros que comprou no período e os que leu. Entre setembro de 2003 a junho de 2006 ele comprou 146 livros (em julho de 2004 ele diz que comprou tantos livros que chega a ser obsceno e não listou todos) e leu 129 -  destes, muitos não estão entre os que comprou no período; eram livros que já possuía ou que ganhou. Também abandonou dois e não concluíu quatro (não sei qual a diferença..talvez não tenha concluído naquele mês e terminou em outro, não reparei se foi isso). Distraído, acabou comprando livros repetidos (coisa que quase fiz outro dia..compro tanto que nem lembro mais se tenho ou não alguns livros).

Dos pontos positivos, gostei da sua tentativa de desmitificar a obrigatoriedade da leitura de certos livros (que todo mundo diz que DEVEMOS ler) e dos "clássicos". "(...) se você estiver lendo um livro simplesmente sacal, coloque-o de lado e vá ler outra coisa (...) Se não conseguir curtir um romance altamente recomendado e aclamado, não fique achando que você é um tapado (...) Só sei que quando a leitura está enchendo o saco, pouco conseguimos extrair dela."  (...) nada de mal lhe acontecerá se você não ler os clássicos ou os romances que ganharam o Booker Prize deste ano (...) Os livros são para ser lidos, e se você achar que não dá pé, provavelmente a culpa não é de sua incapacidade: às vezes, os 'bons' livros podem ser bens ruizinhos."

E  sobre a leitura de livros considerados ruins por alguns críticos: "(...) E por favor, pelo amor de Deus, parem de fazer pouco caso daqueles que estão lendo e curtindo um livro (...) ninguém sabe que tipo de esforço isso representa para [este] o leitor. Pode ser o primeiro romance adulto que a pessoa esteja lendo na íntegra; pode ser o livro que finalmente revele o propósito e a alegria de ler para alguém que até então estava confuso pela atração que os livros exercem sobre os outros. E, de qualquer forma, ler por diversão é o que todos nós deveríamos fazer. (...)".
 
Este trecho é muito engraçado e tem muito a ver comigo, pela dificuldade que tenho muitas vezes em arrumar tempo dedicado à leitura, pois tenho uma filha pequena: "(...) Taí, ótima ideia: se você tiver filhos, dê à sua esposa ou a seu marido um vale-leitura no próximo Natal. Cada vale dá direito a duas horas de leitura enquanto as crianças estão acordadas. Pode parecer um presente sovina, mas os pais vão ver que na prática acaba sendo mais valioso do que um Lamborghini (...)". Adorei!! Acho que vou pedir um vale desses no Dia dos Namorados...rs.
 
  De um modo geral, valeu a leitura, mas é um pouco cansativa. Achei a capa bem criativa e bonita. Um conselho valioso de Hornby: Leia qualquer coisa, contanto você fique louco para pegar o livro novamente.
 

10 comentários:

  1. "Leia qualquer coisa, contanto você fique louco para pegar o livro novamente."

    Levo esse conselho á risca. Adoro Nick e seus livros, vou comprar esse correndo.
    Ótima resenha Lia.
    Bjs

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  2. Adorei os conselhos escritos no livro!!! Parece estremamente interessante a obra... E a capa é bem charmosa!!! Um livro que nos atrae para uma leitura curiosa...
    bjus

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  3. Oi, Marcello
    Obrigada pelo elogio. Eu preciso seguir mais esse conselho; às vezes leio alguns livros que são uma tortura, mas teimo em ler até o fim.. Bjs

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  4. Oi, Beli
    É um ótimo livro para quem gosta de ler sobre o hábito da leitura e a capa é muito bem feita mesmo. Bjs

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  5. A sinopse conquista de cara. Amo filmes e shows, mas jamais dispensaria um livro.

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  6. Ah tomara que eu goste, adorei as passagens que você separou. A capa ficou muito bonita mesmo.

    Bjuss

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  7. Oi, Martina
    É verdade...e eu tb amo filmes mas troco todos por um livro.. bjs

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  8. Oi, Claudia
    Acho que vai gostar sim, apesar de não ser um livro de leitura leve e rápida, é bem interessante. Bjs

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  9. Este é um livro que me atrai não só pela sinopse, mas tbm pela capa.

    Beijos

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  10. Oi, Roberta
    São ambas bem atrativas mesmo..bjs

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