segunda-feira, 5 de abril de 2010

Companhia das Letras lança os primeiros e-books



"A Companhia das Letras lança seus dois primeiros representantes da era digital, os e-books Antes do baile verde, de Lygia Fagundes Telles e A cidade ilhada, de Milton Hatoum. Em breve, outros títulos, como Leite Derramado, de Chico Buarque, e Caim, de José Saramago devem estar disponíveis para compra no site da Livraria Cultura – a única, até o momento, a comercializá-los . A literatura em língua portuguesa deve predominar entre os primeiros e-books lançados pela editora.

Os arquivos estão em formato ePub, podem ser lidos em PC e Mac e em qualquer e-reader compatível com este formato. Por enquanto, smartphones, Ipod touch e o Ipad não são compatíveis com o Digital Rights Management (DRM), tecnologia utilizada pela Livraria Cultura para proteção contra cópias." (retirado do site da Companhia das Letras)

Eu ainda não aderi aos e-books e sinto que vou demorar...se é que um dia vou aderir. Sou das antigas e não abro mão do livro "físico". Já postei aqui a opinião do escritor Umberto Eco sobre a perenidade do livro; na semana passada li uma entrevista na revista Veja com Juergen Boos, diretor da Feira de Frankfurt, que diz o seguinte:

"Não acredito na morte dos livros em papel. Simplesmente porque o ato da leitura não é o mesmo, quando feito em leitores digitais. Ler um livro em papel requer uma habilidade especial. A começar porque se leva, pelo menos, meia hora para entender minimamente um contexto. Além disso, há uma forte conexão física entre o leitor e o livro. Essa relação se altera no mundo virtual. Na internet, é comum que se bus-quem informações bre-ves, para ser absorvidas num menor tempo possível. Essa falta de profundidade não se deve apenas ao tipo de plataforma em questão, mas também ao tipo de conteúdo produzido para esse fim. Há alguns fatores que, na minha opinião, permitem uma imersão mais profunda na leitura em papel. O primeiro deles é o próprio hábito. Em segundo lugar, a leitura significa mais do que simplesmente obter informação; representa a essência da alfabetização em seu significado amplo. Ou seja, a possibilidade de não apenas ler as palavras impressas no papel, mas entender o contexto, aprofundar-se nele, refletir e formar uma opinião. Os livros impressos exigem mais, intelectualmente, dos leitores."

Concordo totalmente. Mas, se alguém  quiser me presentear com isso...

...eu sinceramente não recusaria...rs...(eu quero um iPad!!)

12 comentários:

  1. kkkkk...

    Eu também não vou aderir tão cedo aos e-books... mas se vier um "de grátis", quem pode recusar, né??

    beijos,
    Dé...

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  2. Ai, será que isso pega? Realmente um presentinho assim mal não há de ser, né? Bjinho!

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  3. Tambem adoraria um presente desse.

    E sobre aderir... eu adero sim porque acho que tem livros muito caros que tem gente que não tem condição de comprar, pelo menos assim não ficaremos burros kkk.

    Eu baixo vários livros que quero pelo pc e não vejo mal.

    Vc se importa de eu falar do seu blog no meu?

    bjs

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  4. Concordo Juergen Boos,ler é também sentir,e não acho q a leitura virtual te de a msm sensação do que o livro em papel!!

    Gostei muito do seu blog!!!

    Passe no meu tbm,comecei ontem com um post sobre literatura,espero fazer isso toda segunda-feira!!!
    http://rodamaria.blogspot.com

    bjo

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  5. Oi, Dé
    É verdade..seria um presentão..bjs

    Oi, Cris
    Acho que vai acabar pegando, mas não a mim, que adoro o livro físico

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  6. Oi, Luana
    É verdade, os livros são caros demais...mas eu já tentei muitas vezes e realmente não consigo ler no computador...
    Fique a vontade para divulgar meu blog, viu? Bjs

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  7. Oi, Roda
    Já deixei uma msg no seu blog, obrigada pelos elogios, bjs

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  8. Flor, publiquei a segunda parte da entrevistaaaaaa!!! Uhuuuuuu. passa lá e me fala o que você achou?

    Beijos!

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  9. Oi, Lia!

    Estou tentanto aderir aos e-books, estou na metade de um. Confesso que não é uma boa experiência, não comparação com o livro físico. O único quesito que vale a pena é a economia que se faz. Só. Mais nada.

    Beijão!

    Dri.

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  10. Acho que o I-Pad eu dispenso, porque já tenho um aparelho que faz as mesmas coisas... Quero mesmo um e-reader, com tela de e-ink! hehehe Já estou providenciando e saber que mais livrarias e editoras estão aderindo me anima! Lógico que vou continuar comprando livros em papel, disso eu não abriria mão! Mas com os livros virtuais, vou poder ter muito mais livros! hehe
    Beijos
    Camila

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  11. Se leio até bula, imagine colocar um Ipad na minha frente. Mas livro tem cheiro, tem o brilho da capa, dá prá gente dobrar, muitos podemos colocar no bolso, e não podemos esquecer das marcas de café, das migalhas de bolacha e do perfume do nosso perfume em algumas páginas.
    Ah, e a bateria. Livro não precisa disso.

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  12. Lia, quando não temos acesso ao livro, o melhor é recorrer ao ebook. Eu já li mais de 10, claro que prefiro o livro físico, mas se tiver que ler em ebook, leio.

    Bjjs!

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