sábado, 13 de março de 2010

Não contem com o fim dos livros - Umberto Eco

"Eletrônicos duram 10 anos; livros, 5 séculos", diz Umberto Eco



Achei muito interessante a entrevista publicada hoje no suplemento Sabático do jornal Estado de São Paulo, com o semiólogo, ensaísta e escritor italiano Umberto Eco. Juntamente com o também escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, Eco escreveu o livro "Não contem com o fim do livro", que será lançado no Brasil na segunda quinzena de abril. Neste livro, eles discutem a perenidade do livro tradicional de maneira erudita e bem-humorada. Ao percorrerem 5.000 anos de existência dos livros, os autores defendem a imortalidade do objeto como o conhecemos, apesar dos e-readers e da internet. Para eles, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo.

Pergunta do entrevistador: "O livro não está condenado, como apregoam os adoradores das novas tecnologias?"

E o escritor responde: "O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído. O livro ainda é o meio mais fácil de transportar informação. Os eletrônicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos."

Concordo totalmente com ele; gosto muito de tecnologia, mas não troco o livro de papel por nada...
Na entrevista, Eco ainda fala sobre sua biblioteca com 50 mil livros, que ele mesmo organiza, sobre as diferenças do conteúdo disponível na internet e o de uma enorme biblioteca, sobre a importância de exercitar e preservar a memória e outros assuntos interessantes.

Falando agora do caderno especial "Sabático", que sairá todo sábado com o jornal, gostei de um modo geral. Achei meio curto, são oito páginas, com algumas resenhas de livros, a entrevista com Umberto Eco, uma reportagem sobre a Biblioteca Pública de Nova Iorque, um perfil do poeta Manoel de Barros, alguns lançamentos, um conto inédito e outros artigos.

11 comentários:

  1. Eu também sou super a favor do livro tradicional. É mais prático e não cansa a vista.
    Beijos

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  2. Concordo plenamente com Umberto Eco, os livros não iram acabar. Eles apenas ficam esquecidos por algumas pessoas, mas por outras e deveria ser pela maioria,serve como uma fonte inesgotável de ensinamentos e informação.
    Adorei a matéria.

    Bjs,
    Alê
    Irmãs Conectadas.

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  3. Lia...

    Eu sou livreiro, e o livro tradicional carrega em seu corpo, o cheiro, as marcas de sua vida inteira, coisa que nenhum livro digital irá conseguir transmitir.

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  4. Adorei o post, Lia.

    É maravilhoso saber que os livros são seculares, mas melhor ainda seria se houvesse oportunidade democratiza-lo para todos. É o que acontece com os ebooks. Todos tem acesso, sem custos adicionais. Um livro bom, atualmente, é mais de R$30,00. Isso sem falar dos de 50,00. Nem todo mundo tem dinheiro para gastar com livros, colocando-os sempre em segundo plano na escala da sobrevivência.

    Eu, sinceramente, se possuir o livro em minhas mãos preferirei mil vezes a um ebook, mas não menosprezo essa nova invenção.

    Mil bjs e bom domingo!!!

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  5. Oi Lia...

    Eu não assisti o filme não...

    Eu fiquei cheia de dúvidas pq o meu livro é de 1973, traduzido por Godofredo Rangel, e termina quando o Sr. March retorna para casa...
    Mas a Alê do La Sorcière disse que no dela, todas se casam e a Beth morre...
    Li em algum canto da net que a Amy se casa com o Laurie e a Jo se suicida... achei tão triste que gostaria de saber se é verdade...
    Se for, eu sinceramente não me empolgo pra continuar lendo...

    beijos...

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  6. Concordo com o Eco.

    Se os livros fossem um objeto de vida curta, ou ineficazes, já teriam sido substituídos há muito tempo. O livro pode contunuar sendo utilizado mesmo sealgo catastrófico acontecer com ele. Só perde pro fogo. De resto existem as técnicas de restauração. Agora joga um Kindle na água pra ver o que acontece...

    O livro nunca vai deixar de existir. Daqui em diante podem fazer folhas mais resistentes, mudar a diagramação, enfim, podem ocorrer várias mudanças no livro. Mas ele, o livro, sua constituição básica, nunca deixará de existir.


    E, gente, o que fazer quando a bateria do Kindle acabar no meio daquele capítulo interessante? =B
    Ele pode ser uma boa opção para quem tem pouco espaço, quer carregar menos peso e afins. Mas, comparando com o livro, tem mais desvantagens do que vantagens.

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  7. Oiee. tem selinho pra vc no meu blog!!!!

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  8. Depois de ler o seu post sobre o Sabático, fiquei esperando ansiosa até chegar sábado!! Adorei o suplemento e espero que com o tempo ele fiquei maiorzinho! hehe
    Quando a essa reportagem, sou obrigada a concordar! Desde pequena eu já usava um computador! Sou uma completa dependente da tecnologia... Não saio de casa sem meu Smartphone e meu Tablet... Mas não troco meus livros por nada!!! Eu já estou me programando pra comprar um e-reader, mas com certeza vou continuar comprando cada vez mais livros e ampliando minha biblioteca!!
    Beijos
    Camila

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  9. Concordo plenamente! Aprecio a tecnologia, porém fico receosa quanto a determinados itens que parecem estar disponíveis só por estar, sem uma necessidade real.

    Gostei muito do seu blog, estou te seguindo e te linkei:
    http://escrevendoloucamente.blogspot.com/

    Se puder retribuir o link, ficarei bastante feliz!

    Bjão!

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  10. Adorei! Essa entrevista parece ter sido muito boa. Vou ver se consigo na íntegra. E esse livro então que ele irá lançar? Já está na minha lista antes mesmo de ter saída. Beijos.

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  11. Meu nome é Luís Alberto Prado e trabalho como jornalista no Portal da MULTIRIO (Empresa de Multimeios da Prefeitura do Rio). Estou fazendo uma matéria sobre o livro eletrônico e gostaria de entrevistar pessoas (leitores, editores e livreiros) que não são favoráveis a esta nova tecnologia.

    Meu e-mail é: luis.prado@multirio.rio.rj.gov.br

    Quem estiver interessado em dar um depoimento é só me enviar um e-mail que entro em contato.

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Adoro ler comentários...na medida do possível, responderei aqui mesmo