sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Solista - Steve Lopez


 "Nathaniel Ayers tinha perdido o seu caminho. Ele estava prestes a receber uma segunda chance."


Sinopse: A caminho de casa, o jornalista Steve Lopez é atraído por uma bela canção de Beethoven; quem está tocando é Nathaniel Ayers, um morador de rua e ex- aluno da Juilliard, uma das escolas de música mais conceituadas do mundo. A forte pressão da escola, os problemas familiares e os surtos cada vez mais frequentes o levaram a abandonar o curso. Diagnóstico: esquizofrenia.


Lopez resolve parar e puxar conversa, enxergando na história deste brilhante e conturbado músico a possibilidade de uma boa matéria para a sua coluna no jornal Los Angeles Times. Este é o início de uma curiosa amizade, que marca para sempre a vida dos dois.
 
Quando Lopez conhece Nathaniel na rua, o músico está muito perturbado e solitário. Sua única companhia é um carrinho de supermercado com diversos objetos que coleta nas caminhadas por Los Angeles. Mas esse encontro com o jornalista pode ser o início de uma segunda chance. Fascinado com o talento musical de Nathaniel, Lopez se envolve cada dia mais com sua vida. A primeira coluna que escreve sobre ele rende muitos comentários dos leitores, além de várias doações de violinos e violoncelos. O jormalista decide então, contribuir com o tratamento do sem-teto. Mas essa não é uma tarefa simples.
 
Nathaniel resiste ao tratamento, se nega a sair da rua e tomar medicação. Boa parte do livro narra as tentativas Lopez ajudá-lo, fracassando na maioria das vezes. A amizade entre os dois se fortalece a cada dia; o músico passa a confiar mais no jornalista, mas com o passar do tempo Nathaniel mostra um lado sombrio que Lopez ainda não conhecia. Apesar de conseguir colocá-lo em um apartamento cedido por um centro de ajuda aos sem-tetos, ele ainda resiste a medicação e tem frequentes crises de alucinação.
 
Com os avanços e retrocessos de Nathaniel, Lopez compreende que não é só o músico que está mudando: sua própria vida se transformou de maneira inesperada.
 
 

Nathaniel e Lopez no programa "60 Minutes"
 
Um trecho do livro:
"Nunca tive um amigo que vivesse numa esfera tão espiritual quanto o sr. Ayers e sei que, pela sua coragem, humildade e fé no poder da arte - com sua capacidade de encontrar felicidade e  propósito -, ele despertou algo em mim. Ele é uma das razões por que pensei seriamente em deixar uma atividade, envolvido pela revolução, e é a razão por que cheguei à conclusão de que  jamais serei feliz fazendo algo que não seja contar histórias. Ele apagou meu mal-estar profissional e me mostrou a dignidade de ser fiel àquilo em que se acredita, e não é exagero dizer que esse homem que esperei salvar, fez tanto por mim quanto eu por ele."
 
Este é um livro que nos faz sentir leves, ter mais fé nas pessoas e  esperança por um mundo muito mais humano.
 
 
O livro foi adaptado para o cinema, com Robert Downey Jr. no papel de Steve Lopez e Jamie Foxx como Nathaniel. Tentei colocar o trailler do filme, mas não consegui acessar o site do You Tube. Quem se interessar, já havia postado aqui .
Mais informações sobre o filme no site http://www.osolista.com.br/

5 comentários:

  1. Ei Lia,
    Que enredo interessante, apesar de tratar de um tema tão complicado. eu achei linda a história e a forma como vc escreveu a resenha, mais no momento não vou por na lista pq estou precisando de leituras mais leves :)
    bjo

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  2. Já tinha ouvido falar do filme, mas não sabia que era baseado em livro. A história parece fascinante. Boa dica!
    Bjos,
    Paulinha
    www.diarioleituras.blogspot.com

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  3. Maravilhoso o livro!!! Uma lição de vida...
    Parabéns pelo blog!!
    Bjs
    Marcela Jimenez

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  4. Oi Lia,

    Eu achei o livro meio monòtono, apesar de ter parado para pensar um pouco nas circunstancias da vida. Acho que reclamamos demais de tudo. Quantas vezes passavamos nas ruas de SP e viamos gente falando sozinhas e simplesmente as ignoràvamos. Mas me lembro quando eu era pequena e a mae de uma amiga sofreu um acidente e nao tinha dinheiro para pagar a cadeira de rodas. Tinha uma campanha de troca de latinhas de cerveja e refrigerante por cadeiras de rodas. Todas as segundas tinhamos uma turma que corria atràs de latinhas e sempre encontràvamos um senhor sem-teto com um carrinho de papelao. Ele estava sempre lendo jornal e um dia paramos para conversar com ele. Era incrivel como era inteligente, informado, falava de història. Me lembro que eu e minha mae falamos muito sobre ele, sobre o que o teria feito chegar naquela situaçao. Muito triste saber que essa història è frequente.

    Mas voltando à història de Nathaniel, embora eu ache que o produtor do filme modificou um pouco a història, me senti mais impactada pelo filme, pelas imagens, sem falar que os atores estavam maravilhosos.

    bacio

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  5. Oi, Erica
    Ainda não vi o filme; li em algum blog que mudaram muito, então perdi o interesse. Mas vou tentar assisti-lo sem preconceito..rs..bjs

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